Nossa Visão 15.04.2024

RETROSPECTIVA

Os mercados fecharam a semana em baixa após dados de inflação nos Estados Unidos acima do esperado. Encerrando a sexta aos 125.946 pontos, o Ibovespa teve queda de 0,67%. O dólar sofreu uma valorização global e a curva de juros voltou a abrir. Após três altas seguidas, a moeda norte-americana chegou aos R$ 5,12 na sexta e a Treasury de 10 anos chegou ao maior patamar desde novembro de 2023.


O CPI americano (índice de preços ao consumidor) acelerou 0,4% em março, o mesmo de fevereiro, nos últimos 12 meses, o acumulado é de 3,5%. Já o núcleo do CPI (excluindo os itens voláteis) em março também foi 0,4% e no acumulado de 12 meses 3,8%.


O resultado do CPI foi acima das previsões do mercado (0,3%) e era o indicador mais aguardado da semana pelo mercado. Após um Payroll bem mais forte que o esperado, um CPI mais fraco poderia significar um corte de juros em junho por parte do Fed, porém, com a inflação ainda muito acima da meta de 2,5%, as apostas estão cada vez mais fortes para o primeiro corte de juro ocorrer no segundo semestre (setembro). Os juros elevados nos Estados Unidos tendem a valorizar o dólar perante ao real, pressionando a inflação no Brasil e dificultando a ação do Banco Central para controlar os preços.


Em contraste ao CPI, o PPI (inflação ao produtor) veio abaixo do esperado pelo mercado. Com avanço de 0,2% em março, o indicador teve o menor aumento dos últimos 3 meses.
Na Europa, o Banco Central Europeu optou por manter as taxas de juros inalteradas, como era amplamente esperado pelo mercado. Os membros do BCE divulgaram um comunicado indicando uma perspectiva mais otimista em relação à inflação, notando um arrefecimento no seu núcleo. Christine Lagarde, presidente do BCE, ainda reforçou que a atividade econômica e o mercado de trabalho têm mostrado desaceleração.


A China teve seus dados de inflação divulgados na última semana, com CPI e PPI vindo bem abaixo das expectativas do mercado. Os resultados fracos mantêm a pressão para que o governo continue estimulando a demanda doméstica para reverter este cenário.


No último sábado (13), o Irã lançou um ataque de drones e mísseis contra Israel, intensificando o conflito no oriente médio. No curto prazo, este ataque deve provocar um aumento na cotação do Petróleo e uma valorização no dólar, dificultando o combate à inflação nos Estados Unidos e diminuindo (ainda mais) o espaço de corte de juro.


Divulgado pelo IBGE, o IPCA referente a março foi de 0,16%, abaixo das expectativas de mercado. No ano, o índice acumula alta de 1,42% e, nos últimos 12 meses, de 3,93%, abaixo dos 4,50% observados nos meses anteriores e do teto da meta da inflação. Dos grupos de produtos e serviços pesquisados, Alimentação e bebidas teve a maior alta (0,53%) e maior impacto (0,11 p.p.) enquanto Transportes teve a maior queda (-0,33%) e impacto de -0,07 p.p. no índice. O índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,19% em março, após alta de 0,81% em fevereiro. No ano, o INPC acumula alta de 1,58% e nos últimos 12 meses, alta de 3,40%.


Após fevereiro apresentar um resultado relativamente alto, o mês de março trouxe alívio à inflação, que teve seu acumulado de 12 meses abaixo de 4% desde julho de 2023, e traz mais espaço para o Banco Central continuar o ciclo de corte da Selic.


No Brasil, as vendas no varejo registraram um aumento de 1,2% em fevereiro em comparação com o mês anterior, superando significativamente as expectativas do mercado. Reforçando a dinâmica do consumo no curto prazo, impulsionada pelo sólido gasto das famílias, o que promove a atividade econômica para os próximos meses.


Por outro lado, as receitas reais do setor de serviços recuaram 0,9% em fevereiro ante janeiro, muito abaixo do esperado, o que é positivo para desinflação de serviços nos próximos meses, o setor que mais preocupada o BC nos últimos meses.






PERSPECTIVAS

O mercado passou a precificar o primeiro corte de juros nos Estados Unidos apenas em setembro desse ano, após o CPI mostrar uma inflação ainda resiliente. Além disso, o ataque do Irã contra Israel deve causar uma alta volatilidade nos preços do petróleo, causando uma pressão inflacionária e reduzindo o espaço de corte do Fed. No Brasil, tais efeitos causariam uma desvalorização no real, restringindo a ação do Banco Central no corte da Selic.


A semana de indicadores será tímida, com destaque a indicadores de atividade na China e de inflação na zona do euro. No Brasil, IBC-Br será divulgado na quarta-feira, considerada uma “proxy” do PIB. Na seara política, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025 será divulgada na segunda-feira, e deve trazer mudanças na meta de déficit fiscal de 2025.


Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.


Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.


Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.

Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.


Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira. Além disso, o congelamento do prêmio, como muitas vezes é feito com taxas prefixadas e atreladas a inflação dentro das LFs, é recomendado em ciclos de queda de juros.


O cenário global terá nos próximos meses corte de juros em suas principais economias. A depender principalmente dos Estados Unidos, que ditará o ritmo de corte de juros ao redor do mundo e deve começar apenas em setembro, países dentro da Europa devem começar a flexibilização dos juros antes. Recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.


Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.


Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.


Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.














Nossa Visão 08/04/2024

RETROSPECTIVA

A semana foi marcada pela divulgação da inflação e de dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos, que apresentaram resultados opostos para a expectativa de corte de juros por parte do Fed. Enquanto o Core PCE (deflator do PCE) veio em linha com as expectativas, o mercado de trabalho permanece aquecido com o Payroll e o relatório JOLTS vindo acima das expectativas, gerando uma volatilidade nos mercados globais. No Brasil, a bolsa recuou 1,02%, fechando o pregão de sexta aos 126.795 pontos. Já o dólar avançou 1,01% na semana, aos R$ 5,04.


O núcleo do deflator de consumo (Core PCE), o indicador de inflação preferido do Fed, subiu 0,26% em fevereiro, em linha com a expectativa do mercado. Na variação anual, o indicador foi de 2,9% em janeiro para 2,8% em fevereiro. Considerando o resultado cheio, com os produtos voláteis na conta, a variação de 12 meses é de 2,5%.


A economia norte-americana registrou a criação de 303 mil vagas de emprego no mês de março, o maior número desde maio de 2023, e bem acima das expectativas do mercado (200 mil), enquanto os números de fevereiro e janeiro foram revisados para cima. Além disso, o Nonfarm Payroll registrou aumento no salário médio por hora e uma taxa de desemprego que continua baixa, em 3,8%. O outro relatório do mercado de trabalho norte-americano, o Relatório JOLTS, registrou uma ligeira redução no número de vagas abertas dentro da economia, de 8,86 milhões em janeiro para 8,75 milhões em fevereiro.


Estas últimas divulgações diminuem as chances de corte de juros nos Estados Unidos para o primeiro semestre. Enquanto a inflação segue convergindo gradualmente em direção a meta, os dados de atividade permanecem fortes. Além do mercado de trabalho resiliente, indicadores industriais (como o PMI) indicaram expansão nos campos de produção e serviços. A soma de todos esses fatores aumenta a volatilidade no mercado global e são um sinal de alerta para inflação, que pode ser pressionada nos próximos meses.


Na China, a economia passou a responder mais fortemente aos estímulos ficais do governo, com a atividade industrial tendo sua maior expansão no intervalo de 12 meses. Na zona do euro, o processo de desinflação continua forte, com a inflação ao consumidor ficando em 0,8% em março e 2,4% no acumulado em 12 meses. A principal diferença para os Estados Unidos está justamente nos dados de atividade, enquanto a economia permanece forte nos EUA, a Europa está cada vez mais perto da recessão.


No Brasil, o cenário de incertezas global preocupa o Copom. Em ata da última reunião, o comitê comentou que a volatilidade externa está gerando pressões no Brasil e confirmou apenas mais um corte de mesma magnitude na taxa de juros, revelando que o ritmo de corte na Selic pode diminuir ou até mesmo ser interrompido.


As contas públicas fecharam o mês de fevereiro com saldo negativo, resultado principalmente do déficit do governo federal, em razão da antecipação do pagamento de precatórios em 2024. O setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 48,69 bilhões no mês de fevereiro, ante déficit de R$ 26,45 bilhões no mesmo mês de 2023. Com isso, a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) aumentou de 75,1% em janeiro para 75,5% do PIB em fevereiro. A receita vem aumentando mês após mês, como era esperado após todas as medidas de arrecadação anunciadas pelo governo, porém, provavelmente não serão suficientes para atingir a meta de déficit primário deste ano.






PERSPECTIVAS

Para a próxima semana, a divulgação do CPI, inflação ao consumidor dos Estados Unidos, será o principal destaque, que é decisivo para o Fed e deve influenciar diretamente em quando será o primeiro corte de juros. Caso o resultado seja acima do esperado, o mercado deve, em sua maioria, precificar o primeiro corte em julho, em contrapartida, caso o resultado seja abaixo do esperado, as apostas permanecerão concentradas em junho. Além disso, teremos a ata do FOMC (o equivalente ao COPOM nos Estados Unidos) que pode trazer mais clareza no processo de decisão do Fed. Na Europa, haverá a reunião de política monetária da Zona do Euro, que tem expectativa de mais uma manutenção das taxas básicas de juros. A comunicação do BCE será primordial para entender os próximos passos, pois, da mesma maneira que era esperado que o BCE não fosse cortar os juros antes do Fed, a economia na zona do euro está passando por um processo de desinflação forte e com atividade fraca, o que aumenta as pressões para um corte no juro.


No Brasil, o mercado aguarda atentamente pela divulgação do IPCA referente a março. A expectativa do mercado é de alta de 0,25% no mês e o acumulado de 4,0%. A leitura deve trazer uma diminuição no campo de educação após os efeitos da volta as aulas se dissiparem. Além de dados no campo da inflação, indicadores de atividade como a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) serão divulgados ao longo da semana e são relevantes para avaliar o desempenho econômico do país.


Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.


Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.


Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.

Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.


Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.


Com o fechamento da curva de juros de longo prazo nos EUA, a pressão inflacionária começou a se alivar e os mercados começaram a responder positivamente. Com expectativa de corte de juros no 2T de 2024 por parte do Fed, recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.

Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.


Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.


Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.














Nossa Visão 01/04/2024

RETROSPECTIVA

Com uma semana mais curta no Brasil devido ao feriado de Sexta-feira Santa, o Ibovespa encerrou a semana no positivo, com alta de 0,85% no período, aos 128.106 pontos. Mais uma vez impulsionada pela alta da Petrobras, a empresa que mais compõe o índice, em linha com a valorização do petróleo no mercado externo. O Dólar se mantém no patamar dos R$ 5,00, encerrando a sexta aos R$ 5,01. O mercado norte-americano encerrou a semana com muita cautela, que ficou aguardando os dados de inflação (PCE) divulgados na última sexta, que devem ser repercutidos esta semana.


Os dados de emprego apresentaram resultados novamente acima do esperado, com o relatório de empregos formais, Caged, apresentando uma criação líquida de 306,1 mil empregos em fevereiro, ante 235 mil aguardado pelo mercado. Na mesma linha, o PNAD Contínua revelou uma taxa de desemprego de 7,7% no trimestre encerrado em fevereiro, em linha com a expectativa do mercado, mas demonstrando um cenário de forte emprego. Além disso, os rendimentos reais do trabalho subiram pelo sexto mês consecutivo.


O IPCA-15 referente a março, divulgado na última semana, registrou alta de 0,36%, acima das expectativas de mercado. No acumulado em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,1%, ante 4,5% em fevereiro. Os dados mais preocupantes são referentes a serviços subjacentes, os quais aceleraram para 5,9% na média móvel de 3 meses anualizada e dessazonalizada – ante 5,6% em fevereiro. Este resultado reforçou a postura cautelosa do Banco Central em termos de política monetária (explicitada na Ata do Copom), na medida que a inflação de serviços vem apresentando resultados desanimadores desde dezembro.


Divulgada na última terça-feira, 26, a ata do Copom destacou o aumento das incertezas no cenário macroeconômico. Com um cenário doméstico caracterizado por atividade resiliente e um mercado de trabalho robusto, o comitê sinalizou cautela e que os dados futuros serão fundamentais para definir o ritmo de corte e a taxa terminal. O mercado acredita que a taxa Selic deve permanecer em território contracionista ao final do ciclo, além disso, o cenário de desaceleração no ritmo de corte a partir do ano que vem ganhou forças. A robustez do mercado de trabalho, junto com a resiliência do consumo e uma inflação de serviços crescentes apresentam um risco no curto prazo para o processo de desinflação e são um sinal de alerta para o Banco Central, reduzindo o espaço para flexibilização da política monetária.


Nos Estados Unidos, o core PCE (núcleo da inflação do consumo) avança 0,3% em fevereiro, dentro do que o mercado aguardava. A variação anual do indicador foi de 2,8% no mês, ante 2,9% em janeiro. No indicador cheio, que inclui os preços de alimentos e energia, a variação foi de 0,3%. O discurso do Fed permanece o mesmo, sem pressa para cortar os juros, aguardando as divulgações dos dados nos próximos meses. Apesar de não estar próximo da meta de 2,0%, a inflação vem apresentando melhora gradual, principalmente nos seus núcleos.






PERSPECTIVAS

A agenda no Brasil teremos uma semana de divulgação de indicadores econômicos. Com estatísticas de crédito, produção industrial e o resultado primário, todos referentes a fevereiro, divulgados ao longo da semana. Na seara política, as discussões sobre medidas fiscais serão o destaque, principalmente em relação a desoneração de municípios (Perse).


Na agenda internacional, a divulgação do JOLTS e do Payroll serão o grande destaque da semana nos Estados Unidos. Ambos os relatórios são de suma importância para avaliar a atividade econômica norte-americana e influenciam diretamente nas decisões de política monetária tomadas pelo Fed. Na zona do Euro, a prévia da inflação ao consumidor de março e a ata da última reunião de política monetária serão divulgas ao decorrer da semana.


Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Além disso, a perspectiva fiscal do Brasil foi melhorada, com reformas estruturais aprovadas, como a reforma tributária, e o rating soberano do Brasil elevado, tudo isso contribui para um cenário mais estável e menos volátil. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.


Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.


Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.


Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.


Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.


Com o fechamento da curva de juros de longo prazo nos EUA, a pressão inflacionária começou a se alivar e os mercados começaram a responder positivamente. Com expectativa de corte de juros no 2T de 2024 por parte do Fed, recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.


Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.


Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.


Diversificar a carteira de investimentos com essas opções pode ser uma abordagem equilibrada para os RPPS, permitindo obter retornos e ter proteção contra cenários adversos, sempre alinhados com as metas de rentabilidade estabelecidas. Para investidores que enxergam oportunidades de adquirir ativos a preços mais baixos, é importante estar respaldado para a tomada de decisão.














Nossa Visão 25/03/2024

RETROSPECTIVA

Na super quarta do dia 20 de março, o Federal Reserve manteve a taxa de juros inalterada entre 5,25% e 5,5%, decisão amplamente esperada pelo mercado. O destaque foi dado pela comunicação do comitê, o qual informou que o Fed projeta três cortes de juros em 2024. Powell afirmou que ainda são necessários mais dados de que a inflação está caminhando para a meta de 2% e que seguirão dependentes dos dados para decidir os próximos passos da política monetária norte-americana.


A semana teve a sua maior surpresa no Japão com uma decisão surpreendente por parte do Banco Central do Japão que fez a primeira elevação de taxa de juros em 17 anos e assim encerrando um ciclo de mais de meia década de juro negativo.


Ainda na quarta-feira, o Bacen, sob comando do Roberto Campos Neto, reduziu a taxa Selic em 0,5 p.p., levando a taxa aos 10,75%, conforme esperado. Em comunicado, o comitê afirma que a próxima reunião terá corte da mesma magnitude, porém, deixou em aberto para as reuniões seguintes, mais detalhes poderão ser revelados com ata da reunião com divulgação ainda esta semana.


A arrecadação tributária federal em fevereiro de 2024 foi de R$ 186,5 bilhões. Em termos reais, o crescimento em relação ao mesmo mês do ano anterior foi de 12,3%, o melhor desempenho já registrado para o mês. Tendo em vista os dados desagregados, seriam quatro grupos de fatos: aspectos positivos como a contribuição forte do mercado de trabalho aquecido, a reversão da desoneração tributária de combustíveis e a tributação de fundos exclusivos. Aspectos negativos são associados às ações iniciais do governo este ano, como subvenção de ICMS e JCP. Embora o aumento de 12,3% na arrecadação em fevereiro seja uma boa notícia, ainda está aquém da média necessária para atingir a meta.






PERSPECTIVAS

Nesta semana mais curta por conta do feriado, teremos a divulgação do deflator do PCE (indicador de inflação favorito do Federal Reserve), das atas dos bancos centrais do Brasil e dos Estados unidos que fornecerão perspectivas sobre os próximos passos de política monetária. Além disso, contaremos também com a divulgação do IPCA-15 de março, e dos dados estatísticos do Caged e do Pnad, ambos relatórios relacionados ao mercado de trabalho doméstico.


Em nossa estratégia de Longuíssimo Prazo, recomendamos aumentar a exposição em Fundos IMA-B 5+, que podem trazer retornos reais, pois são protegidos da inflação. Importante notar que sua carteira teórica é composta por NTN-Bs com prazo acima de 5 anos e possuem uma parte pré-fixada, por isso, recomendamos cautela neste segmento, pois essa parte pré-fixada traz alta volatilidade para o fundo. Ainda no Longo Prazo, mantemos nossa recomendação de 10% de exposição em fundos deste segmento, como IMA-B.


Adicionalmente, aumentamos nossa recomendação para 10% dos investimentos em fundos de Gestão Duration, aproveitando a estratégia de gestão ativa oferecida por esse segmento. Com o ciclo de queda da Selic, fundos de renda fixa passivos terão mais dificuldades de obterem rentabilidade superior a meta de rentabilidade do RPPS, por isso, os fundos de gestão ativa podem apresentar alternativas atrativas para isso.


Para um horizonte de médio prazo, reduzimos nossa recomendação para 10% dos investimentos para fundos deste segmento. É importante diversificar dentro do índice, tendo uma exposição índices pós-fixados, como o IDKA IPCA 2A e o IMA-B 5, atrelados a inflação. Além disso, neste cenário de queda na taxa de juros, é aconselhável uma entrada gradativa no IRF-M, que é um índice pré-fixado, sendo importante agir com cautela devido à volatilidade desse indicador. Uma estratégia gradual permitirá aproveitar possíveis oportunidades e minimizar riscos em um ambiente de juros em declínio.

Quanto à exposição de curto prazo, sugerimos realizar uma saída gradual até que o RPPS atinja uma exposição entre 10%. Com o cenário de queda da Selic, os índices de curto prazo tendem a ser os primeiros a sentirem os efeitos da política monetária.


Para diversificar a carteira, é aconselhável adquirir também títulos privados, principalmente as letras financeiras, até atingir uma alocação de 15%. As letras financeiras oferecem taxas que superam, em sua maioria, as metas atuariais dos RPPS e com prazos de até 10 anos, oferecem alternativas atrativas para diversificação de carteira.


Com o fechamento da curva de juros de longo prazo nos EUA, a pressão inflacionária começou a se alivar e os mercados começaram a responder positivamente. Com expectativa de corte de juros no 2T de 2024 por parte do Fed, recomendamos uma exposição de 10% nos fundos de investimento no exterior, tanto os de Renda Fixa como os fundos de ações ou multimercado exterior. A CVM 175 também abrirá as portas para estes fundos, que agora poderão ser destinados a investidores gerais (sem Pró-Gestão no caso do RPSS) e com isso abre a oportunidade de dolarizar o patrimônio do RPPS.

Quanto aos fundos de ações relacionados à economia doméstica, sugere-se entrar no mercado de forma gradual, aproveitando oportunidades na bolsa de valores para construir um preço médio mais favorável, mantendo a nossa recomendação de 20% de exposição.


Em relação aos Fundos Multimercado, recomendamos reduzir a exposição para 5% e alocar essa parcela em Fundos de Investimento Imobiliários (FII). O setor imobiliário é um setor que se beneficia da queda dos juros pois são muito dependentes de financiamento. Recomendamos uma exposição de 5% para este subsegmento.












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