Nossa Visão 27/06/2022

Retrospectiva


A Petrobrás vem se tornando alvo de uma possível CPI, apoiada pelo governo, depois de um aumento de 5,18% no preço da Gasolina e 14,26% no preço do diesel, aumento este que, desencadeou novas pressões do governo, fazendo com que o presidente da companhia, José Mauro Coelho, deixasse o cargo.

Com isso as Ações da empresa fecharam mais uma semana em queda, o que junto com a queda das ações do setor bancário, incertezas políticas, risco fiscal, com uma saída de capital estrangeiro da bolsa brasileira, influenciou na queda do índice Bovespa, atingindo o seu menor patamar desde novembro de 2020, na casa dos 98 mil pontos.

O dólar fechou a semana em R$ 5,24, em uma alta de 1,74%.

O governo brasileiro propôs uma PEC para criar um auxilio emergencial no valor de R$ 200,00 adicionais para as cerca de 18 milhões de famílias beneficiadas pelo Auxilio Brasil, que hoje recebem por volta de R$ 400,00. Além disso existe a intenção de aumentar o valor do vale gás e a criação do “pix caminhoneiro” no valor de R$ 1000,00 como forma de atenuar a alta do diesel e na tentativa de evitar uma greve do setor. Tais medidas precisam ser aprovadas pelo congresso nacional e se aprovadas podem impactar na alta de inflação, além de comprometer ainda mais o teto de gastos.

O IBGE divulgou o IPCA-15, prévia da inflação, que subiu 0,69% em junho, um pouco acima do que estava sendo projetado pelo mercado. Os planos de Saúde se destacam como um dos principais responsáveis com aumento de 3% no período. O IPCA-15 soma 12,04% nos últimos 12 meses.

A ANEEL, Agência Nacional de Energia Elétrica, aprovou o reajuste das bandeiras tarifárias da conta de luz, que pode subir até 63%, dependendo da cor da bandeira.

O COPOM, Comitê de Política Monetária do Banco Central, divulgou a ata da última reunião sinalizando que deve continuar a alta de juros (de igual ou menor magnitude) na próxima reunião que será realizada no dia 03 de agosto, e indicou também que a Selic, que hoje está em 13,25% ao ano, tende a permanecer em patamares altos, para conter a inflação, até pelo menos abril de 2023.

Os servidores do Banco Central decidiram nesta terça-feira (21) permanecer em greve por tempo indeterminado por reajuste salarial e reestruturação de carreiras. Segundo o Sinal (Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central), a categoria também aprovou o envio de uma contraproposta ao BC.

No cenário internacional, o Presidente do FED, banco central americano, declarou que a alta dos juros no Estados Unidos pode tornar real a possibilidade de uma recessão econômica.

Na Europa, a inflação, está no maior patamar desde 1979, e o continente sofre com a falta de gás natural, proveniente do conflito entre Rússia e Ucrânia, que completou 4 meses na última sexta-feira. A Alemanha, maior economia do bloco, declarou que está em crise de abastecimento.


Perspectiva


Serão divulgados ao longo da semana, dados do mercado de trabalho (Pnad e Caged), resultados fiscais de maio e o IGPM de junho.

Uma boa notícia para o Brasil, o Senado está trabalhando para a admissão do Brasil na OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. O governo brasileiro está preparando o documento que formaliza o pedido de adesão. O ingresso da OCDE, resulta e uma melhor reputação internacional e facilidade de crédito para financiar grandes investimentos em estrutura. Porém um fato a ser levado em consideração é que a mudança na Lei das Estatais, pretendida pelo governo, pode causar retrocessos nesse processo.

Com a virada de mês, semestre e trimestre, com divulgação de balanços, o que pode ocasionar mais volatilidade em nossa bolsa.

Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar.

Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+) 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 25% em fundos Gestão Duration.

No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA-B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 5%.

Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e também ao IRF-M1 na totalidade de 15%.

Com o COPOM sinalizando que deve continuar com ciclo de alta em menor proporção e posteriormente uma manutenção se a inflação continuar resistente mediante a política de juros, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo irão cair, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados.

Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.







Nossa Visão 20/06/2022

RETROSPECTIVA:


O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, fechou em forte queda na última sexta-feira (17), pressionada pelo tombo das ações da Petrobras, perdendo o patamar dos 100 mil pontos pela primeira vez desde novembro de 2020.

O Ibovespa perdeu 2,90%, encerrando o dia a 99.824 pontos. Na mínima da sessão, chegou a 98.402 pontos.

Com o tombo dá última sexta-feira, o índice acumulou declínio de 5,3% na semana, a maior queda desde outubro de 2021. No mês, passou a acumular recuo de 10,29% no mês. No ano, a queda agora está em 4,71%.

O S&P 500, índice de referência, acumula uma queda no ano de 23% e confirmou recentemente que o mercado de urso, acionado em 3 de janeiro. O Dow Jones está à beira de confirmar o seu próprio “bear market”, nome dado a tendência de queda apresentada na bolsa de valores.

Em meio aos impactos da guerra na Ucrânia sobre a economia global, o Banco Central (BC) continuou a apertar os cintos na política monetária. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic, juros básicos da economia, de 12,75% para 13,25% ao ano, na última quarta-feira.

O Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos, subiu os juros do país para faixa de 1,5% a 1,75% – uma alta de 0,75 pontos percentuais desde a última decisão de juros, em maio. É o maior aumento de taxa desde 1994.

O reajuste acima do que havia sido sinalizado pelo Fed na reunião anterior mostra que será intensificada a política monetária para combate à inflação americana. Em maio, o índice de preços ao consumidor dos EUA voltou a pressionar e atingiu 8,6% no acumulado em 12 meses – a maior taxa desde dezembro de 1981 (quando ficou em 8,9%).

A decisão da autarquia ocorre em meio à tentativa de conter a inflação nos Estados Unidos, que já está no maior nível em mais de 40 anos.
A Câmara dos Deputados concluiu na última quarta-feira a votação do projeto que fixa um limite para a cobrança do ICMS sobre os setores de combustíveis, energia elétrica, gás natural, comunicações e transporte coletivo.

Na última segunda-feira, foram publicados que a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 3,506 bilhões até a segunda semana de junho de 2022.


Relatório FOCUS:


A greve de alguns colaboradores do Banco Central afetou a divulgação do Boletim Focus da semana. Os trabalhadores querem reajustes de 5% no salário para todo o funcionalismo federal a partir de julho.


EXPECTATIVA:


O calendário econômico está leve na semana à frente, os dados econômicos dos EUA e do Brasil:
No Brasil, a agenda será mais movimentada. Na terça-feira, a ata da reunião do Copom que aumentou a taxa Selic de 12,75% para 13,25% vai ser divulgada. Na quinta-feira, o mais recente Relatório Trimestral de Inflação será publicado, assim como está agenda a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Por fim, sexta-feira será a vez da prévia da inflação de junho, mensurada pelo IPCA-15. A expectativa do mercado é alta de aceleração mensal de 0,59% para 0,61%, com desaceleração anual de 12,2% para 11,98%.

Já nos EUA os dados de terça-feira sobre vendas de imóveis residenciais existentes nos EUA deverão exibir desaceleração em maio, enquanto os juros de hipoteca continuam a subir. Os EUA devem divulgar dados sobre vendas de novos imóveis residenciais na sexta-feira, com mercados à procura de sinais de recuperação após a queda de 16,6% de maio.

Os dados relativos aos pedidos iniciais por seguro-desemprego deverão ser apresentados na quinta-feira após os números da semana passada terem apontado uma certa freada no mercado de trabalho, embora as condições permaneçam restritivas. Os dados preliminares sobre a atividade do setor industrial e de serviços também têm divulgação marcada para a quinta-feira.

Quanto a nossa recomendação, permanece a sugestão de cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration.

Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma exposição de 15% em fundos de curto prazo (CDI), enquanto os fundos de médio prazo representam 10% de acordo com a nossa alocação tática.

Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA IPCA 2A).

Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade. Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.

Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.









Nossa Visão 13/06/2022

PERSPECTIVAS


Tivemos uma semana complicada para a bolsa de valores e para o câmbio.

O dólar teve alta de 4,43% na semana. No ano, a moeda apresenta desvalorização de 10,54% frente ao real.

Já o Ibovespa encerrou a semana em queda de -5,1% aos 105 mil pontos.

O IBGE divulgou o desempenho do comércio em abril, o qual apresentou alta de 0,9%, sendo o quarto mês seguido de ganhos, trazendo boas expectativas diante do atual momento.

O IPCA de maio veio abaixo do esperado ao subir 0,47%. No ano, o índice acumula alta de 4,78% e, em 12 meses, alta de 11,73%. Esses dados reforçam que o ciclo de alta na taxa de juros pode estar próximo de seu fim.

O Congresso aprovou um projeto de lei que permite utilizar o valor dos impostos arrecadados pelas distribuidoras para reduzir a conta de energia elétrica.

Nos EUA, o índice de preços ao consumidor subiu 1,0% em maio, acima do que era esperado pelo mercado, sendo 8,6% no acumulado em 12 meses até maio, sendo a maior taxa em 40 anos.

Este aumento se deve principalmente pela elevação preço global dos combustíveis, consequência da guerra entre Rússia e Ucrânia, que trouxe também alta em outros setores tais como: alimentos, alugueis entre outros.

Com o aumento na inflação dos EUA, os investidores ficam em alerta quanto aos impactos que podem ser sofridos aqui no Brasil, a expectativa é de que o FED continue aumentando a taxa de juros e isso pode ocasionar uma fuga de capital de países emergentes, tal como o Brasil
Os índices S&P500 e Nasdaq encerram a semana em queda de mais de -5,0%.

A presidente do Banco Central Europeu informou que elevará os juros no mês de julho, também consequência da forte inflação por lá.
Já na China, o PMI composto avançou para 42,2 em maio. Já o CPI subiu 2,1% na comparação anual de maio e ficou em linha com o esperado pelo mercado.


RELATÓRIO FOCUS


A greve de alguns colaboradores do Banco Central afetou novamente a divulgação do Boletim Focus da semana. Os trabalhadores querem reajustes de 13,5% no salário para todo o funcionalismo federal a partir de julho.


PERSPECTIVAS


No Brasil, haverá a reunião do Copom para definir a taxa básica de juros (Selic), a qual há expectativa de aumento de 0,50 p.p.. Além disso, serão divulgados os resultados do setor de serviços em abril.

Nos EUA, teremos a decisão de juros do Federal Reserve (Fed) e a divulgação de dados de inflação ao produtor de maio.

O Banco da Inglaterra (BoE) também anunciará decisão de política monetária. Além disso, será divulgado os dados de inflação ao consumidor na Europa referente a maio.

No Japão, o Comité de Política Monetária (MPC) também decidirá a taxa de juro de a curto prazo.

Quanto a nossa recomendação, permanece a sugestão de cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration.

Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma exposição de 15% em fundos de curto prazo (CDI), enquanto os fundos de médio prazo representam 10% de acordo com a nossa alocação tática.

Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA IPCA 2A).

Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade. Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.

Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.









Nossa Visão 06/06/2022

RETROSPECTIVA:


O Ibovespa fechou em queda de 1,15% na sexta-feira (3), aos 111.102 pontos. O principal índice da bolsa brasileira acompanhou o dia negativo dos mercados internacionais, que também fecharam, majoritariamente, em queda. Com isso, na semana, o índice teve queda de 0,75%, interrompendo uma sequência de três altas semanais.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones fechou a sessão em baixa de 1,05%, o S&P 500, de 1,64%, e o Nasdaq, de 2,47%.

O dólar encerrou o acumulado da semana em alta de 0,83%, após três semanas consecutivas de queda nas quais acumulou baixa de 6,60%.

A reunião do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, com os sindicatos que representam os servidores da autarquia terminou na noite da última sexta-feira (3), sem avanços nas negociações salariais, segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Fábio Faiad, em nota. Com isso, a greve por tempo indeterminado da categoria continuará, completou Faiad. Os servidores pedem 27% de recomposição salarial.

A produção industrial teve variação positiva de 0,1% em abril, na comparação com o mês anterior, terceiro mês seguido de avanço, acumulando no período alta de 1,4%.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre veio abaixo da expectativa do mercado, mas a alta de 1,0% foi um bom resultado e melhora o “carrego estatístico” para 2022, de 0,3% para 1,5%, apontam economistas e análises preliminares do indicador. O desempenho foi puxado pelo setor de serviços, que representa 70% do PIB e foi impulsionado pelas pessoas voltando a circular e a consumir mesmo com o surto da variante ômicron no início do ano. A retração da agropecuária já era esperada, e o lado negativo foi a forte queda dos investimentos.

No mercado externo, os Estados Unidos criaram 390 mil vagas de trabalho em maio, de acordo com o Relatório de Emprego (payroll) divulgado na última sexta-feira (3) pelo Departamento de Trabalho. O dado foi acima do esperado.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços da zona do euro recuou de 57,7 em abril a 56,1 em maio, no menor nível em dois meses, de acordo com pesquisa final divulgada na última sexta-feira (3).

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) decidiu na última semana, após reunião regular, elevar a sua produção da commodity em 648 mil barris por dia (bpd) em julho, elevando o acréscimo anteriormente previsto, de 432 mil bpd. Segundo a entidade, o aumento de 432 mil bpd previsto para setembro vai ser adiantado e distribuído igualmente entre julho e agosto.

Destacando que na última semana sem uma sinalização de que esteja perto de acabar, a guerra entre Rússia e Ucrânia, que completou semana passada 100 dias, vem impactando a economia mundial, o que – automaticamente – se reflete nos ativos listados na bolsa de valores. Em especial, os preços das commodities, sejam energéticas, metálicas ou alimentares, dispararam com o conflito.


Relatório FOCUS:


A greve de alguns colaboradores do Banco Central afetou a divulgação do Boletim Focus da semana. Os trabalhadores querem reajustes de 5% no salário para todo o funcionalismo federal a partir de julho.


EXPECTATIVA:


A inflação é o assunto central dos investidores nessa semana, tanto no Brasil como nos EUA. No caso brasileiro, somam-se às preocupações de alta dos preços os riscos fiscais com a proximidade das eleições presidenciais de outubro, mas, o alerta de aceleração inflacionária é global, sendo a maior preocupação do Federal Reserve nos EUA e de outros bancos centrais.

No mercado doméstico a divulgação dos números da inflação de maio no Brasil na quinta-feira (9) é o principal dado econômico do país nessa semana. A expectativa do mercado é de que, finalmente, o IPCA tenha começado a desacelerar, embora a continuação de novas surpresas e dados acima do esperado não seja descartado.

Já no mercado externo o foco é no relatório de inflação ao consumidor dos EUA para maio, com divulgação marcada para sexta-feira (10), vem alguns dias antes da próxima reunião do Federal Reserve e irá atuar como o ingrediente final antes de o Fed decidir em quanto vai aumentar os juros.
Na Europa, a Reunião do Banco Central Europeu, irá discutir o fato de que a inflação na zona do euro atingiu altas recordes acrescentou mais urgência, e com isso deixe claro que os aumentos dos juros estarão a caminho no 3º trimestre.

O aumento anunciado de 50% na produção da OPEP+ pouco fez para frear o aumento do petróleo bruto, com tanto os futuros do petróleo WTI e o Brent encerrando a semana pouco abaixo de US$ 120 por barril.

E com isso a semana à frente, os olhares também estarão voltados para a decisão do presidente dos EUA, Joe Biden, quanto a se encontrar ou não com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, em meio a questões relacionadas aos direitos humanos.

Sobre a nossa ótica, mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+ E IDKA 20A), 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 30% em fundos Gestão Duration.

Diante da expectativa de alta na taxa de juros fundos atrelados ao CDI tendem a ter bom desempenho, indicamos uma exposição de 15% em fundos de curto prazo (CDI), enquanto os fundos de médio prazo representam 10% de acordo com a nossa alocação tática.

Em relação aos fundos pré-fixados, não recomendamos a estratégia, pois diante da expectativa de alta na taxa de juros o desempenho destes fundos tende a ser afetado. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (IRF-M1, IDkA IPCA 2A).

Já para os títulos públicos, seguindo nossa ótica e diante das seguidas elevações na taxa de juros demonstram ser uma boa oportunidade.

Recomendamos que a exposição seja feita primeiramente utilizando a marcação à mercado, e posteriormente quando atingindo o valor esperado, seja feita a transferência para marcação na curva.

Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos primeiramente a exposição em fundos com hedge com 5% para posteriormente realizar uma entrada gradativa em fundos que não utilizam hedge cambial também com 5%.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.









Arquivos
  • junho 2022
  • maio 2022
  • abril 2022
  • março 2022
  • fevereiro 2022
  • janeiro 2022
  • dezembro 2021
  • novembro 2021
  • outubro 2021
  • setembro 2021
  • agosto 2021
  • julho 2021
  • junho 2021
  • maio 2021
  • abril 2021
  • março 2021
  • fevereiro 2021
  • janeiro 2021
  • dezembro 2020
  • novembro 2020
  • outubro 2020
  • setembro 2020
  • agosto 2020
  • julho 2020
  • junho 2020
  • maio 2020
  • abril 2020
  • março 2020
  • fevereiro 2020
  • janeiro 2020
  • dezembro 2019
  • novembro 2019
  • outubro 2019
  • setembro 2019
  • agosto 2019
  • julho 2019
  • junho 2019
  • maio 2019
  • abril 2019
  • março 2019
  • fevereiro 2019
  • janeiro 2019
  • dezembro 2018
  • novembro 2018
  • outubro 2018
  • setembro 2018
  • agosto 2018
  • julho 2018
  • junho 2018
  • maio 2018
  • abril 2018
  • março 2018
  • fevereiro 2018
  • janeiro 2018
  • dezembro 2017
  • novembro 2017
  • outubro 2017
  • setembro 2017
  • agosto 2017
  • julho 2017
  • junho 2017
  • maio 2017
  • abril 2017
  • março 2017
  • fevereiro 2017
  • janeiro 2017
  • dezembro 2016
  • novembro 2016
  • outubro 2016
  • setembro 2016
  • agosto 2016
  • julho 2016
  • junho 2016
  • maio 2016
  • abril 2016
  • março 2016
  • fevereiro 2016
  • janeiro 2016
  • dezembro 2015
  • novembro 2015
  • outubro 2015
  • setembro 2015
  • agosto 2015
  • julho 2015
  • junho 2015
  • maio 2015
  • abril 2015
  • março 2015
  • fevereiro 2015
  • janeiro 2015
  • dezembro 2014
  • novembro 2014
  • outubro 2014
  • setembro 2014
  • agosto 2014
  • julho 2014
  • junho 2014
  • maio 2014
  • abril 2014
  • março 2014
  • fevereiro 2014
  • janeiro 2014
  • dezembro 2013
  • novembro 2013
  • outubro 2013
  • setembro 2013
  • agosto 2013
  • julho 2013
  • junho 2013
  • maio 2013
  • abril 2013
  • março 2013
  • fevereiro 2013
  • janeiro 2013
  • dezembro 2012
  • novembro 2012
  • outubro 2012
  • setembro 2012
  • agosto 2012
  • julho 2012
  • junho 2012
  • maio 2012
  • abril 2012
  • março 2012
  • fevereiro 2012
  • janeiro 2012
  • dezembro 2011
  • novembro 2011
  • outubro 2011
  • setembro 2011
  • agosto 2011
  • julho 2011
  • junho 2011
  • maio 2011
  • abril 2011
  • março 2011
  • fevereiro 2011
  • janeiro 2011
  • dezembro 2010
  • novembro 2010
  • outubro 2010
  • setembro 2010
  • agosto 2010
  • julho 2010
  • junho 2010