Nossa Visão 12/01/2026

Na semana de 05 a 09 de janeiro de 2026, os mercados começaram o ano com informações decisivas para entender o rumo da economia. Mesmo em um período de menor liquidez, os dados divulgados no Brasil e no exterior trouxeram sinais claros sobre inflação, juros, atividade e o humor dos investidores. Foi uma semana marcada por avanços importantes: como a inflação abaixo do teto da meta e a recuperação da Bolsa; ao mesmo tempo em que o cenário internacional mostrou contrastes relevantes, com PMIs (indicador que mede o ritmo da atividade econômica) mistos, desaceleração na China e tensões geopolíticas na América Latina.






Inflação no Brasil: divulgação do IPCA

O índice de inflação oficial do governo fechou em 2025 em 4,26%, abaixo do teto da meta do Banco Central (4,50%), mostrando que a política monetária mais restritiva segue eficaz no controle das pressões de preços. Apesar disso, alguns segmentos, especialmente serviços, ainda demonstram resistência à desaceleração, indicando que o processo de desinflação avança, mas não está totalmente concluído.



Juros no Brasil: cautela no início do ano

A taxa básica de juros (Selic) segue em níveis elevados, com projeções do mercado financeiro indicando manutenção em torno de 12,25% em 2026, segundo o Boletim Focus atualizado na segunda-feira da semana. A expectativa de corte mais expressivo de juros ainda depende de sinais mais claros de desinflação sustentável, o que mantém os agentes econômicos cautelosos no início do ano.



Crescimento e atividade no Brasil: crescimento moderado

O Boletim Focus mostrou que as projeções para o PIB brasileiro em 2026 estão em torno de 1,80%, estável em relação à semana anterior, reforçando a leitura de um crescimento moderado para a economia brasileira no ano. A semana também contou com início de divulgação de indicadores como IPCA, indústria e balanço comercial (Secex), que ajudam a compor a visão da atividade econômica no começo de 2026.



Bolsa de Valores: semana em alta

O principal índice da Bolsa brasileira, teve um desempenho positivo durante a semana acumulando alta de cerca de 1,76%, refletindo a retomada do apetite por risco após dados de emprego nos Estados Unidos e um ambiente menos volátil no início do ano. Esse movimento de alta indica que os investidores reagiram bem ao cenário de inflação controlada no Brasil e às expectativas de continuidade de juros elevados, mas sem aumentos adicionais inesperados.



Dólar: em queda

O dólar à vista fechou a semana em queda, terminando a sessão de sexta-feira em cerca de R$ 5,366, com retração acumulada de aproximadamente 1,06% na semana. A correção do câmbio foi influenciada, em parte, pela percepção de melhora nos dados econômicos brasileiros (como o IPCA e desempenho da Bolsa), além da repercussão dos dados de emprego e atividade internacional, que afetaram a aversão ao risco global.



Cenário internacional (China, EUA, e Zona do Euro)

Na economia chinesa, os dados econômicos indicam que o setor de serviços apresentou crescimento em dezembro, embora em ritmo mais moderado, atingindo seu ritmo mais baixo em seis meses segundo a pesquisa privada de PMI. Além disso, há sinais de esforço do governo para estimular a economia por meio de medidas de crédito e novas políticas financeiras, com aumento significativo dos empréstimos bancários em dezembro, refletindo tentativas de aliviar restrições de demanda em setores como construção e infraestrutura. Esses movimentos mostram que a economia chinesa segue em processo de adaptação, com crescimento ainda presente, mas com desafios estruturais que exigem estímulos contínuos.

Nos EUA, os indicadores da semana enfatizaram setores de atividade importantes: o PMI industrial de dezembro mostrou contração, com o índice ficando abaixo de 50 (47,9), indicando que a manufatura ainda está retraindo. Por outro lado, o PMI de serviços registrou expansão robusta em dezembro, com leitura de 54,4, sugerindo que o segmento de serviços segue forte e impulsionando a atividade geral. Esses dados mistos mantiveram a atenção do mercado, pois sinalizam que a economia americana ainda tem setores resilientes, mesmo em fases de ajuste e desafios no setor manufatureiro.

Por fim na Zona do Euro, a atividade econômica mostrou expansão no conjunto de 2025, embora com ritmo mais lento em dezembro. O PMI composto final ficou em 51,5, indicando expansão do setor privado (acima de 50), mas com desaceleração no ritmo de crescimento. O principal motor dessa expansão foi o setor de serviços, que compensou as fraquezas observadas na indústria. Essa dinâmica contribuiu para um quadro global no qual a economia europeia segue crescendo, mas de forma mais moderada e desigual entre países e setores.



Geopolítica: A Queda de Maduro

A semana foi fortemente marcada pela inesperada captura de Nicolás Maduro e a transição rápida para uma liderança interina na Venezuela. Essa mudança política teve repercussões tanto no campo diplomático, com reações mistas na região, quanto no mercado financeiro, onde investidores reagiram com valorização de títulos venezuelanos. Apesar de não haver grande impacto direto nos preços globais de petróleo no curto prazo, o episódio reacendeu debates sobre estabilidade política, segurança energética e riscos geopolíticos na América Latina.



Acordo entre Mercosul e União Europeia

Outro destaque da semana foi o avanço político do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, após mais de duas décadas de negociações. Os países da União Europeia deram aval ao texto, abrindo caminho para a assinatura formal do acordo, que ainda precisará passar por etapas de aprovação institucional antes de entrar em vigor.

Na prática, o acordo prevê a redução gradual de impostos de importação sobre a maioria dos produtos comercializados entre os dois blocos. Para o Brasil e os demais países do Mercosul, isso pode facilitar a venda de produtos para a Europa e atrair investimentos, especialmente em áreas como agronegócio e exportação de commodities. Ao mesmo tempo, alguns países europeus demonstraram preocupação com o impacto sobre seus produtores rurais, o que indica que a implementação será feita de forma cuidadosa e gradual.



Conclusão

A primeira semana de 2026 mostrou que, apesar do menor volume típico do período de virada de ano, os mercados e a economia continuam oferecendo sinais importantes para orientar decisões. No Brasil, a combinação de inflação dentro da meta, juros ainda elevados e projeções moderadas de crescimento reforça um ambiente de cautela, mas também de estabilidade. A reação positiva da Bolsa e a queda do dólar indicam que os investidores enxergam fundamentos mais equilibrados para o início do ano.

No cenário internacional, os dados mistos dos Estados Unidos, o ritmo mais moderado da atividade na China e a expansão desigual na Zona do Euro compõem um quadro global que segue desafiador, mas sem sinais de ruptura. A geopolítica, com a mudança abrupta na Venezuela, e o avanço do acordo Mercosul–União Europeia adicionam elementos relevantes para o monitoramento, tanto por seus impactos econômicos quanto estratégicos.



Estrutura de Alocação de Recursos

A estrutura de alocação foi definida para que o RPPS preserve o patrimônio e consiga crescer de forma consistente no longo prazo. Como o regime paga benefícios continuamente, a carteira precisa suportar períodos de estabilidade e crise sem comprometer sua solvência.

A renda fixa concentra a maior parte dos recursos porque oferece previsibilidade e menor oscilação. Dentro dela, a divisão por prazos é essencial:

• Curto prazo garante liquidez imediata;
• Médio prazo reduz impactos de mudanças nos juros;
• Longo prazo protege contra a inflação e captura ganhos quando o mercado melhora. Esse arranjo responde ao comportamento da curva de juros,

que remunera prazos distintos de forma diferente. Assim, o RPPS evita que uma mudança abrupta afete toda a carteira ao mesmo tempo.

A renda variável entra para impulsionar o crescimento no longo prazo. Embora mais volátil, ela permite capturar valor de empresas, setores e ativos reais. A diversificação entre ações, multimercados e fundos imobiliários reduz riscos e amplia fontes de retorno.
A parcela de investimentos no exterior funciona como proteção estrutural. Ela reduz a dependência de eventos exclusivamente brasileiros e amplia o acesso a mercados e setores globais, diminuindo o impacto de crises locais.
Em síntese, a carteira combina três pilares: segurança na renda fixa, crescimento via renda variável e proteção com exposição internacional. Essa abordagem fortalece a capacidade do RPPS de cumprir suas obrigações e preservar recursos no tempo.



Nossa Visão 05/01/2026

Na semana de 29 de dezembro de 2025 a 02 de janeiro de 2026, o cenário foi marcado pela virada do ano, com menor volume de negociações nos mercados e maior sensibilidade a dados pontuais, típica de períodos com feriados. Ainda assim, o período trouxe informações relevantes sobre inflação, juros, atividade econômica, comportamento da Bolsa e do dólar no Brasil, além de indicadores importantes no cenário internacional, como os dados de atividade da China, dos Estados Unidos e da Zona do Euro. Este relatório reúne esses temas de forma organizada e didática, oferecendo uma visão geral do momento econômico e servindo de apoio para análise e planejamento.






Inflação no Brasil: sinais mistos, mas com “alívio” nos preços ao produtor

Na última semana de 2025, o destaque de inflação veio do IGP-M (FGV), muito usado como referência em contratos (por exemplo, aluguel). Em dezembro, o IGP-M teve queda de -0,01%, depois de +0,27% em novembro. Com isso, o índice fechou 2025 com deflação acumulada de -1,05%. Em termos simples: esse indicador mostrou que, no conjunto do ano, os preços medidos pelo IGP-M terminaram mais “comportados”, sobretudo porque os preços no atacado (produtor) ajudaram a puxar o índice para baixo.



Juros no Brasil: Selic alta e manutenção “por mais tempo”

No campo dos juros, a mensagem principal seguiu sendo cautela. A Selic estava em 15%, mantida nas reuniões mais recentes, e o entendimento do mercado (capturado no Boletim Focus) era que a estratégia do Banco Central era segurar os juros em nível alto por um período prolongado para consolidar a convergência da inflação. No Focus publicado em 29/12, a mediana do mercado apontava Selic de 12,25% no fim de 2026 (como expectativa), o que indica que o mercado já “enxerga” cortes ao longo do tempo, mas de forma gradual, não imediata.



Crescimento e atividade no Brasil: emprego forte, mas fiscal no radar

Na parte de atividade, os dados de mercado de trabalho vieram fortes e ajudam a entender por que a economia seguia “rodando” apesar dos juros altos:
• Desemprego (PNAD/IBGE): 5,2% nos três meses até novembro — abaixo do que parte do mercado esperava. InfoMoney
• Caged (emprego formal): +85.864 vagas em novembro, número acima das projeções consultadas no noticiário. InfoMoney
Ao mesmo tempo, o lado fiscal também entrou no foco: o Tesouro informou déficit primário de R$ 20,172 bilhões em novembro no Governo Central. Traduzindo: o emprego ajudou a leitura de atividade, mas as contas públicas continuaram sendo observadas, porque fiscal influencia confiança, juros e câmbio.



Bolsa de Valores: fim de ano com baixa liquidez e virada de 2026 mais “travada”

A semana foi curta e com liquidez menor (menos negociações), típica de fim de ano e feriados, o que faz o mercado oscilar com mais facilidade.
• 29/12: Ibovespa fechou em 160.490,30 pontos (-0,25%);
• 30/12 (último pregão de 2025): fechou em 161.125,37 pontos (+0,4%) e encerrou 2025 com alta de 33,95% (melhor desempenho anual desde 2016, segundo o próprio noticiário);
• 02/01 (primeiro pregão de 2026): caiu -0,36%, fechando em 160.538,69 pontos, ainda com o mercado “voltando do feriado” e baixa liquidez.
Em resumo: foi uma transição de ano com ajustes técnicos e pouca liquidez; o “tom” do mercado ficou mais dependente de notícias pontuais e de dados de atividade.



Dólar: começou a semana com alta e terminou em queda

O comportamento do dólar no fim de 2025 e início de 2026 foi um exemplo clássico de como o mercado costuma se mover em períodos de baixa liquidez e ajustes técnicos típicos da virada do ano.


No dia 29/12, o dólar à vista fechou em R$ 5,5770, registrando alta. Já em 30/12, na última sessão de 2025, a moeda recuou para R$ 5,4890, uma queda de 1,58% no dia e acumulando desvalorização de 11,17% no ano. No primeiro pregão de 2026, em 02/01, o movimento de queda continuou: o dólar encerrou a sessão em R$ 5,4238, baixa de 1,19%.



Cenário internacional (China, EUA, e Zona do Euro)

A China chamou atenção porque o PMI industrial oficial subiu para 50,1 em dezembro, vindo de 49,2 em novembro, retornando para a faixa de expansão (acima de 50). Isso é relevante para o Brasil porque China influencia commodities e o humor global com emergentes.


Nos Estados Unidos, o mercado acompanhou a divulgação da ata do FOMC (Federal Reserve), documento que costuma trazer pistas importantes sobre como o banco central americano avalia a inflação e quais podem ser os próximos passos da política de juros. Além disso, o índice de confiança do consumidor de dezembro caiu para 89,1, ante 92,9 em novembro, refletindo maior cautela das famílias diante de incertezas econômicas, enquanto o índice de preços de casas de outubro mostrou alta de 0,4% no mês e cerca de 1,7% em 12 meses, indicando um avanço mais moderado no mercado imobiliário e menor pressão de preços no setor.


Por fim, na Europa, o dado que se destacou no fim da semana foi o PMI industrial da Zona do Euro, que saiu em 48,8 em dezembro (abaixo do esperado 49,2 e abaixo do 49,6 anterior). Como ficou abaixo de 50, o número sinaliza que a indústria europeia seguiu em contração. Isso ajuda a explicar por que o cenário global continuou com “crescimento desigual”: EUA mais resilientes, China buscando estabilização e Europa com mais dificuldade.



Conclusão

A semana de 29 de dezembro de 2025 a 02 de janeiro de 2026 foi marcada pela virada do ano, com menor volume de negociações e maior sensibilidade dos mercados a dados pontuais, um comportamento típico de períodos com feriados. Ainda assim, os indicadores divulgados ajudaram a reforçar a leitura do cenário econômico atual. No Brasil, a inflação medida pelo IGP-M de dezembro ficou praticamente estável (-0,01%), encerrando 2025 com deflação acumulada de -1,05%, enquanto a Selic permaneceu em 15%, com expectativa de cortes apenas graduais ao longo de 2026. A atividade econômica seguiu sustentada por um mercado de trabalho forte, apesar da atenção contínua ao cenário fiscal.


Nos mercados financeiros, a Bolsa de Valores encerrou 2025 com desempenho expressivo, mas iniciou 2026 com ajustes técnicos e oscilações moderadas, refletindo a baixa liquidez do período. O dólar, por sua vez, apresentou movimento de queda na virada do ano, após oscilar nos últimos pregões de 2025, evidenciando ajustes de posições típicos desse momento. No cenário internacional, os dados mostraram um quadro de crescimento desigual, com a China sinalizando estabilização da atividade, os Estados Unidos mantendo uma economia mais resiliente, ainda que com sinais de cautela do consumidor, e a Zona do Euro enfrentando dificuldades no setor industrial.



Estrutura de Alocação de Recursos

A estrutura de alocação foi definida para que o RPPS preserve o patrimônio e consiga crescer de forma consistente no longo prazo. Como o regime paga benefícios continuamente, a carteira precisa suportar períodos de estabilidade e crise sem comprometer sua solvência.


A renda fixa concentra a maior parte dos recursos porque oferece previsibilidade e menor oscilação. Dentro dela, a divisão por prazos é essencial:
• Curto prazo garante liquidez imediata;
• Médio prazo reduz impactos de mudanças nos juros;
• Longo prazo protege contra a inflação e captura ganhos quando o mercado melhora. Esse arranjo responde ao comportamento da curva de juros, que remunera prazos distintos de forma diferente. Assim, o RPPS evita que uma mudança abrupta afete toda a carteira ao mesmo tempo.


A renda variável entra para impulsionar o crescimento no longo prazo. Embora mais volátil, ela permite capturar valor de empresas, setores e ativos reais. A diversificação entre ações, multimercados e fundos imobiliários reduz riscos e amplia fontes de retorno.


A parcela de investimentos no exterior funciona como proteção estrutural. Ela reduz a dependência de eventos exclusivamente brasileiros e amplia o acesso a mercados e setores globais, diminuindo o impacto de crises locais.


Em síntese, a carteira combina três pilares: segurança na renda fixa, crescimento via renda variável e proteção com exposição internacional. Essa abordagem fortalece a capacidade do RPPS de cumprir suas obrigações e preservar recursos no tempo.


Nossa Visão 29/12/2025

A semana foi mais tranquila por causa dos feriados, mas trouxe sinais importantes para o cenário econômico. No Brasil, a inflação medida pelo IPCA-15 segue dentro do intervalo da meta, enquanto o mercado mantém a expectativa de juros elevados e crescimento moderado do PIB em 2025. A Bolsa teve oscilações leves, influenciada pela menor liquidez típica do período, e o dólar acompanhou a volatilidade de fim de ano, com projeções indicando leve valorização da moeda americana.
No cenário internacional, os dados da China reforçaram um quadro de desaceleração, com inflação muito baixa e lucros industriais fracos, o que afeta o comércio global. Nos Estados Unidos, mesmo sem novos indicadores, o mercado continua reagindo aos cortes de juros promovidos pelo Federal Reserve ao longo de 2025. Já na Zona do Euro, a semana foi estável, com mercados fechados e projeções de crescimento moderado.






Inflação – prévia do IPCA-15

Registramos uma alta de 0,25% no mês e um acumulado de 4,41% em 12 meses, dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central. Isso indica que os preços ainda sobem, porém em ritmo compatível com o que o mercado esperava e sem aceleração preocupante no curto prazo.



Juros – mantiveram a Selic em 15%

Não houve reunião do Copom nesta semana, mas o destaque doméstico ficou por conta das expectativas do mercado, que foram atualizadas no Boletim Focus. Nele, analistas reduziram ligeiramente a projeção de inflação para 2025 (de 4,36% para 4,33%) e mantiveram a previsão de que a Selic terminará o ano em 15,00%.



Crescimento Econômico – moderação econômica

Ainda que a semana contasse com poucos dados por causa do período de Natal, o mercado segue acompanhando projeções de crescimento mais moderado para a economia. Segundo expectativas compiladas no Focus, o PIB deve crescer cerca de 2,26% em 2025, um ritmo que reflete as condições atuais de juros altos e consumo mais contido, contribuindo para a moderação econômica observada ao longo do ano.



Bolsa de Valores: Bolsa de Valores: movimentos mistos

No início da semana, o Ibovespa fechou em leve baixa na segunda-feira, com queda de cerca de 0,21%, refletindo cautela de investidores em um mercado mais tranquilo por causa do feriado de Natal. Na terça-feira, houve um repique positivo de aproximadamente 1,33%, com ganhos em setores como consumo e imobiliário, mostrando alguma resiliência mesmo em um cenário de menor liquidez. Em termos gerais, o movimento da Bolsa na semana foi moderado e influenciado pela menor volume de negociações, típico deste período do ano.



Dólar: liquidez reduzida

O câmbio acompanhou o cenário de liquidez reduzida e volatilidade típica de fim de ano. Segundo projeções do mercado, o dólar deve encerrar 2025 em cerca de R$ 5,43, conforme divulgado no Boletim Focus, o que reflete uma expectativa de leve valorização relativa da moeda americana em relação ao real em comparação com as semanas anteriores.



Cenário internacional: dados de atividade na China

A economia da China vem passando por um período de desaceleração em 2025. O crescimento do PIB deve ficar entre 2,5% e 3,0% no ano, bem abaixo da meta tradicional próxima de 5%, indicando um ritmo mais fraco de expansão. Essa desaceleração ocorre porque o consumo interno perdeu força, os investimentos diminuíram e o setor imobiliário continua em crise, afetando empresas, famílias e governos locais.


Além disso, os números mais recentes mostram inflação muito baixa, crescimento moderado da produção industrial (cerca de 4,8%) e uma queda expressiva nos lucros das indústrias, em torno de 13%, o que sinaliza menor demanda e dificuldade das empresas em gerar resultados. Esse cenário impacta a economia global, pois a China é uma das principais compradoras de produtos e matérias-primas, influenciando diretamente o comércio internacional e os preços no mundo inteiro.


Por outro lado, nos Estados Unidos, a semana do Natal teve poucos indicadores, mas o mercado continuou reagindo às informações já divulgadas e aos cortes de juros feitos pelo Federal Reserve ao longo de 2025, que seguem moldando as expectativas para o início do próximo ano.


Por fim, na Zona do Euro, o período também foi tranquilo, com agenda econômica reduzida e mercados fechados. As projeções seguem indicando crescimento moderado, enquanto o Banco Central Europeu manteve os juros estáveis e não trouxe novidades relevantes.



Conclusão

A semana foi marcada por uma agenda econômica mais curta, em razão do período de Natal, mas trouxe informações relevantes para a leitura do cenário econômico. No Brasil, a prévia da inflação (IPCA-15) registrou alta de 0,25% no mês e 4,41% em 12 meses, permanecendo dentro do intervalo de tolerância da meta. As expectativas do mercado indicam juros elevados, com a Selic projetada em 15,00%, e crescimento moderado do PIB, estimado em 2,26% para 2025, refletindo um ambiente de cautela e ajuste gradual da economia.


Nos mercados financeiros, a Bolsa de Valores apresentou movimentos moderados, influenciada pela menor liquidez típica de fim de ano, enquanto o dólar seguiu volátil, com projeções apontando cotação próxima de R$ 5,43 ao final de 2025. No cenário internacional, a China continuou mostrando sinais de desaceleração, com inflação baixa e lucros industriais fracos, o que afeta o comércio global. Já Estados Unidos e Zona do Euro tiveram uma semana mais tranquila, sem novos indicadores relevantes, com os mercados ainda reagindo a decisões de política monetária tomadas ao longo do ano.


De forma geral, o período reforça um cenário de estabilidade com cautela, sem mudanças estruturais importantes, destacando a importância de acompanhamento contínuo dos indicadores e de planejamento responsável, especialmente na gestão de recursos públicos



Estrutura de Alocação de Recursos

A estrutura de alocação foi definida para que o RPPS preserve o patrimônio e consiga crescer de forma consistente no longo prazo. Como o regime paga benefícios continuamente, a carteira precisa suportar períodos de estabilidade e crise sem comprometer sua solvência.


A renda fixa concentra a maior parte dos recursos porque oferece previsibilidade e menor oscilação. Dentro dela, a divisão por prazos é essencial:
• Curto prazo garante liquidez imediata;
• Médio prazo reduz impactos de mudanças nos juros;
• Longo prazo protege contra a inflação e captura ganhos quando o mercado melhora. Esse arranjo responde ao comportamento da curva de juros, que remunera prazos distintos de forma diferente. Assim, o RPPS evita que uma mudança abrupta afete toda a carteira ao mesmo tempo.


A renda variável entra para impulsionar o crescimento no longo prazo. Embora mais volátil, ela permite capturar valor de empresas, setores e ativos reais. A diversificação entre ações, multimercados e fundos imobiliários reduz riscos e amplia fontes de retorno.


A parcela de investimentos no exterior funciona como proteção estrutural. Ela reduz a dependência de eventos exclusivamente brasileiros e amplia o acesso a mercados e setores globais, diminuindo o impacto de crises locais.


Em síntese, a carteira combina três pilares: segurança na renda fixa, crescimento via renda variável e proteção com exposição internacional. Essa abordagem fortalece a capacidade do RPPS de cumprir suas obrigações e preservar recursos no tempo.



Nossa Visão 22/12/2025

O cenário foi marcado por poucas novidades relevantes, algo comum no encerramento do ano. Ainda assim, alguns pontos mereceram atenção, como a divulgação da Ata do Copom, os dados de atividade econômica no Brasil, o comportamento da Bolsa e do dólar e informações vindas da China. Este relatório reúne esses temas de forma organizada e didática, oferecendo uma visão geral do momento econômico e servindo como base para análise, planejamento e tomada de decisão.





Ata do COPOM – Comitê de Política Monetária – Prudência com o cenário fiscal


Na semana, o Banco Central divulgou a Ata da reunião do Copom realizada nos dias 9 e 10 de dezembro, que explicou a decisão de manter a taxa Selic em 15,00% ao ano. O documento reforça que, apesar de a inflação apresentar sinais de desaceleração e a atividade econômica mostrar crescimento mais moderado, os preços ainda estão acima da meta e as expectativas seguem sensíveis. Por isso, o Comitê entende que é necessário manter uma política de juros restritiva por mais tempo, evitando cortes prematuros.


A ata também destaca preocupações com o cenário fiscal e com o ambiente internacional, que ainda traz incertezas, especialmente em relação à economia dos Estados Unidos. Segundo o Copom, esses fatores exigem cautela adicional na condução da política monetária. Em resumo, a mensagem do Banco Central é de prudência: reconhecer os avanços no controle da inflação, mas manter os juros elevados até que haja maior segurança de que a inflação caminhe de forma consistente para a meta.


Atividade econômica no Brasil


Durante a semana, o principal dado econômico divulgado no Brasil foi o IBC-Br de outubro, indicador calculado pelo Banco Central que serve como uma prévia do PIB. O resultado apontou queda de 0,2% em relação a setembro, indicando que a economia brasileira perdeu um pouco de ritmo. Esse movimento está diretamente relacionado ao nível elevado dos juros, que reduz o consumo das famílias e os investimentos das empresas. Na prática, o dado reforça a leitura de desaceleração gradual da atividade econômica no final do ano.


Expectativas do mercado


No início da semana, também foi divulgada a atualização do Boletim Focus, que reúne as expectativas do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos. As projeções não apresentaram mudanças significativas, mantendo o cenário já conhecido: inflação ainda acima da meta, juros elevados e crescimento econômico mais moderado. Esse conjunto de expectativas ajudou a manter um ambiente de cautela ao longo da semana, sem gerar movimentos bruscos nos mercados.


Bolsa de Valores: forte oscilação


O Ibovespa começou a semana em alta, mas acabou devolvendo parte dos ganhos nos dias seguintes, refletindo uma postura mais cautelosa dos investidores. No fim da semana, o índice fechou perto de 158 mil pontos, acumulando queda de cerca de 1,4%. Essas oscilações mostram um mercado mais sensível às notícias e ao cenário internacional, algo comum no fim do ano, quando o volume de negociações diminui e os investidores ajustam suas posições, no curto prazo.


Dólar: patamar elevado ao longo da semana


Apresentou alta no acumulado, oscilando entre R$ 5,38 e R$ 5,55, e encerrou o período com valorização próxima de 2,2% frente ao real. Essa alta semanal do dólar frente ao real costuma ocorrer em momentos em que há maior cautela por parte dos investidores, influenciada pela menor liquidez do mercado no fim de ano e pela necessidade de ajuste de posições antes do início de um novo ciclo econômico no ano seguinte. Além disso, fatores externos, como política monetária internacional e fluxo de capitais, também ajudam a explicar a valorização da moeda americana no período.


Cenário internacional: dados de atividade na China


Divulgados no começo da semana, os números mostraram crescimento da produção industrial em torno de 4,9% e das vendas no varejo em aproximadamente 2,9%, indicando alguma recuperação da atividade. Por outro lado, os preços dos imóveis continuaram em queda, cerca de 2,2%, e a taxa de desemprego ficou próxima de 5,1%, evidenciando que a economia chinesa segue crescendo de forma desigual. Esses dados influenciaram o humor dos mercados globais, especialmente por causa da importância da China para o comércio mundial.


Por fim, os Estados Unidos e Zona do Euro quase não divulgaram dados econômicos importantes. Sem novidades, os mercados ficaram estáveis, mas cautelosos, mantendo o cenário já conhecido de pouco crescimento e ajustes de expectativas típicos do fim de ano.



Conclusão

A semana foi marcada por um ambiente de cautela e poucas novidades econômicas, típico do período de encerramento do ano. No Brasil, o principal destaque foi o IBC-Br, que apontou desaceleração da atividade econômica, refletindo os efeitos dos juros elevados sobre consumo e investimentos. As expectativas do mercado permaneceram estáveis, sem alterações relevantes no cenário de inflação, crescimento e juros, reforçando a leitura de continuidade do quadro atual.


Nos mercados financeiros, a Bolsa apresentou oscilações e queda no acumulado da semana, enquanto o dólar permaneceu em patamar elevado, influenciado pela menor liquidez de fim de ano e por fatores externos. No cenário internacional, os dados da China mostraram sinais mistos de recuperação, enquanto Estados Unidos e Zona do Euro não trouxeram novas informações capazes de alterar o panorama já conhecido. De forma geral, o período reforça a importância de prudência, acompanhamento constante dos indicadores econômicos e visão de médio e longo prazo, especialmente na gestão de recursos públicos, em um contexto de ajustes graduais e estabilidade com cautela.


Estrutura de Alocação de Recursos


A estrutura de alocação foi definida para que o RPPS preserve o patrimônio e consiga crescer de forma consistente no longo prazo. Como o regime paga benefícios continuamente, a carteira precisa suportar períodos de estabilidade e crise sem comprometer sua solvência.


A renda fixa concentra a maior parte dos recursos porque oferece previsibilidade e menor oscilação. Dentro dela, a divisão por prazos é essencial:
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• Longo prazo protege contra a inflação e captura ganhos quando o mercado melhora. Esse arranjo responde ao comportamento da curva de juros, que remunera prazos distintos de forma diferente. Assim, o RPPS evita que uma mudança abrupta afete toda a carteira ao mesmo tempo.


A renda variável entra para impulsionar o crescimento no longo prazo. Embora mais volátil, ela permite capturar valor de empresas, setores e ativos reais. A diversificação entre ações, multimercados e fundos imobiliários reduz riscos e amplia fontes de retorno.


A parcela de investimentos no exterior funciona como proteção estrutural. Ela reduz a dependência de eventos exclusivamente brasileiros e amplia o acesso a mercados e setores globais, diminuindo o impacto de crises locais.


Em síntese, a carteira combina três pilares: segurança na renda fixa, crescimento via renda variável e proteção com exposição internacional. Essa abordagem fortalece a capacidade do RPPS de cumprir suas obrigações e preservar recursos no tempo.



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