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Educação ExecutivaEducação Executiva

Certificações ANBIMA, alcançam 1 milhão de provas realizadas

A Anbima comemorou no dia 27/06 último, a marca de um milhão de provas nas quatro certificações que oferece, sendo grande parte das provas voltadas para a certificação CPA 10, mas percebe-se uma maior procura por CPA 20 e CEA.

Também nos sentimos orgulhosos por esta marca uma vez que, desde o início, fazemos parte deste processo ministrado curso preparatório para estas certificações.

Fonte primária da informação: ANBIMA

(…)

Foram feitas mais de um milhão de provas das nossas quatro certificações: CPA-10 (Certificação Profissional ANBIMA – Série 10), CPA-20 (Certificação Profissional ANBIMA – Série 20), CEA (Certificação de Especialista em Investimentos ANBIMA) e CGA (Certificação de Gestores ANBIMA). Os números foram alcançados em maio deste ano, mas são computados desde o lançamento do nosso programa de certificação continuada em 2002.

No total, mais de 73% dos exames realizados são da CPA-10, somando 738.328 provas. Certificação mais popular entre os profissionais do mercado, a CPA-10 é voltada para aqueles que atuam na prospecção ou venda de produtos de investimento diretamente para o público, em agências ou plataformas digitais.

A CPA-20 aparece na sequência, com 24%, ou 249.560 provas. A certificação é voltada aos que atuam na venda de produtos de investimento ou na manutenção de carteiras nos segmentos de varejo alta renda, private banking, corporate e investidores institucionais, também em agências ou plataformas digitais.

A CEA e a CGA, certificações mais recentes, lançadas em 2009, somam cerca de 3% das provas. A primeira é voltada para profissionais que dão assessoria aos gerentes de pessoas físicas na indicação de produtos de investimento. Já a segunda é exigida de quem atua na gestão de recursos de terceiros, com poder para tomar decisões de investimentos.

Curso gratuito sobre Mercado de Capitais abre inscrições para professores universitários

Programa TOP oferece uma semana de aulas a docentes em São Paulo

Com o objetivo de apoiar o desenvolvimento de projetos que contribuam para promover melhores padrões de educação financeira da população, e reconhecendo o papel que o professor pode ter na disseminação do conhecimento sobre o mercado de capitais e a atuação das instituições que o integram, o Comitê Consultivo de Educação da CVM, realiza periodicamente cursos no âmbito do Programa TOP.

O principal objetivo do programa é promover uma atualização de conhecimentos relativos ao mercado de capitais, aliando uma visão prática a teoria e criar um canal permanente de comunicação e relacionamento entre as instituições do Comitê e os professores, divulgando a atuação de cada entidade e o apoio que pode ser prestado ao docente.
E contribuir para o desenvolvimento de multiplicadores, junto às instituições de ensino de nível superior, que repassem aos alunos as informações recebidas no programa, bem como participem de outras iniciativas educacionais.

O programa é voltado para professores vinculados a instituições de ensino de nível superior, de graduação ou pós-graduação, que lecionem ou tenham lecionado disciplinas relacionadas ao mercado de capitais, conforme regulamento.

Dos dias 15 a 19/07 os professores do ensino superior podem atualizar seus conhecimentos sobre Mercado de Capitais em um curso oferecido pelo Comitê Consultivo de Educação da CVM.  A 21ª edição do Programa TOP está com as inscrições abertas até dia 26 de junho.

Além de integrarmos o grupo, participaremos do curso com duas aulas. Uma delas abordará a atuação da ANBIMA no mercado, com Marcelo Billi, gerente de Comunicação e Marketing, e outra tratará dos fundos de investimento, com Luiz Felipe Santos, membro do Comitê de Educação de Investidores.

Os temas que serão apresentados durante o curso, de 15 a 19 de julho, em São Paulo, abordam o papel da bolsa de valores, o processo de supervisão das instituições financeiras, além de produtos como debênturesderivativos e fundos. Quem assistir a todas as palestras recebe um certificado de participação.

O programa é uma oportunidade para os acadêmicos renovarem seus conhecimentos em teoria financeira somada à visão prática de operadores e instituições que estão atuando no dia a dia do mercado, além de promover um contato mais próximo entre as instituições que fazem parte do comitê e os docentes.

Serviço: Programa TOP da CVM
Data: de 15/07 a 19/07 – de segunda à sexta-feira
Horário: das 9h às 18h30
Local: B3 Educação
Endereço: Rua Líbero Badaró, 471, Centro – São Paulo
Inscrições: gratuitas pelo site

Fonte primária da informação: Anbima

A importância do conhecimento e avaliação do perfil do investidor

Nós brasileiros, de uma maneira geral, temos grande dificuldade em lidar com dinheiro. O limitado conhecimento da matéria pode ser justificado por o assunto não ser tratado nas escolas, e ainda por termos convivido durante um longo tempo com índices de inflação extremamente elevados no período anterior a entrada em vigor do plano real. Estes fatores, mas não apenas estes, contribuíram para que a população não tenha criado o hábito de organizar sua vida financeira e desenvolver um planejamento para o futuro.

O processo de estabilização da nossa economia após a implantação do Real criou condições para que as pessoas pudessem perceber as vantagens de planejamento financeiro, tanto que o tema é tratado com mais profundidade pela mídia e percebe-se nas conversas do dia a dia a preocupação  com o assunto. Mas  apesar desta evolução, a falta de conhecimento ainda é evidente.

Para aqueles que conseguem vencer a primeira etapa do “obstáculo” o de  gastar menos do que ganha, o segundo passo parece ser o mais desafiador, pois  é,  como e onde obter as informações necessárias para elaborar um adequado planejamento financeiro.

Ultrapassada a barreira, por falta de conhecimento e uma certa dose de insegurança, esse “novo investidor” geralmente busca amparo nos conselhos dos gerentes de banco, com amigos habituados a aplicar no mercado financeiro, ou ainda em sites “especializados” em investimentos. O principal problema enfrentado neste tipo de aconselhamento é que, na grande maioria dos casos, as necessidades de quem está buscando a informação nem sempre são levadas em consideração, pois o gerente do banco está muito mais preocupado em buscar atingir suas metas, que na maioria dos casos conflitam com os objetivos do cliente. Já o amigo, na maioria das vezes, não tem um conhecimento assim tão aprofundado que permita uma orientação eficiente. Por sua vez, os sites que prometem ganhos extraordinários não são tão confiáveis assim.

Quando o investidor procura a melhor opção para aplicar suas economias, mesmo que intuitivamente, o mesmo deve estar atendo a  pelo menos três fatores na hora de decidir o destino de seu dinheiro: o risco da aplicação, o rendimento esperado e a liquidez, que é  a facilidade em converter o investimento em dinheiro.

As pessoas investem suas reservas por vários motivos. Uns acumulam recursos ao longo dos anos para criar um fundo para aposentadoria objetivando manter certa estabilidade financeira ao deixar o mercado de trabalho. Outras têm por objetivo acumular recursos para a educação dos filhos, para a compra de uma casa, para a aquisição de um carro, e mesmo para as viagens de férias ou para aumentar o patrimônio pessoal.

Assim, há um motivo pelo qual aquele investimento está sendo feito. Há um objetivo que o investidor deseja alcançar, razão pela qual estruturou e organizou suas finanças pessoais visando constituir uma reserva financeira.

Desta forma é preciso compreender que existe uma alternativa de investimento adequada a cada objetivo.

Além deste fatores, as pessoas tendem a reagir de maneira diferente quando expostos a determinadas situações. Uns se mostram conformados com determinado lucro, ainda que este possa ser considerado abaixo da média de mercado. Por outro lado, existem investidores que, na busca por um retorno maior, admitem não ter nenhum retorno ou até retornos negativos, desde haja a possibilidade de se obter um retorno maior.

Algo que deve ficar bem claro para quem está iniciando seus passos no caminho dos investimentos é que só existem duas modalidades de ativos: os de renda fixa e os de renda variável. Entretanto o mercado financeiro criou uma série de variantes, uma vez que os indivíduos apresentam diferentes perfis e objetivos. Para cada necessidade, existe uma variante de ativo financeiro. Logo, é primordial que o investidor antes de realizar a aplicação busque conhecer antecipadamente as características do investimento que deseja realizar por intermédio de profissionais ou canais sérios. Portanto , será necessário disponibilizar certas informações, que em alguns casos podem ser tratadas ou vistas como confidenciais.

Uma forma de se proteger das indicações que podem causar desconforto e dor de cabeça no futuro é se habituar, antes de escolher a modalidade de aplicação, a se perguntar:

  • Por que motivo eu estou querendo aplicar recursos no mercado financeiro? Ou seja, qual o meu objetivo do investimento.
  • Qual o meu horizonte de tempo? Em resumo, por quanto tempo posso ficar com meu dinheiro aplicado ou quando pretendo utilizar estes recursos.
  • Qual o retorno esperado? Que rentabilidade deseja neste investimento? Lembrando sempre que quanto maior a rentabilidade desejada, maiores serão os riscos a serem corridos.
  • Qual a volatilidade da aplicação?  Em outras palavras, qual a possibilidade de o retorno do investimento variar, para mais ou para menos, ao longo do tempo?
  • Em caso de retorno abaixo da expectativa ou prejuízo, como isso afetará minha situação financeira? Eu tenho condições de absorver o resultado?
  • Há a possibilidade de necessitar dos recursos antes da data preestabelecida para o resgate?
  • Em caso de extrema necessidade, posso solicitar o resgate do investimento antes do prazo combinado para o vencimento da operação (liquidez)?

Uma alternativa que não deve ser desprezada, antes da tomada de decisão de realizar qualquer movimento é procurar a ajuda de um profissional, pois este certamente poderá contribuir para que as suas perguntas tenha as respostas devidas para que assim possa aplicar seus recursos da melhor forma possível.

Este profissional, conhecido por uns como planejador financeiro ou, popularmente, consultor de investimentos, possui os conhecimentos necessários para orientar o investidor no sentido de aplicar seus recursos nos ativos mais adequados ao seu perfil e objetivos.

Um outro aspecto que precisa ser destacado é que, atualmente, tanto o planejador financeiro quanto o gerente ou qualquer outro profissional que faça a recomendação de investimento deve cumprir um procedimento legal que é a avaliação do perfil do investidor.

Desde de novembro de 2013, com a publicação da Instrução CVM 539, o mercado passou a contar legalmente com uma medida denominada API – Análise do Perfil do Investidor, que tem por objetivo ajudar o investidor a encontrar os produtos adequados aos seus objetivos e perfil. De uma maneira geral, trata-se de um questionário que deve abordar informações relevantes sobre a condição financeira, idade, quantidade de recursos que os clientes dispõem para investir, para que pretendem utilizar o capital que estão investindo, em quanto tempo etc.

As respostas agrupadas revelam o perfil do investidor e, em algumas situações, já direcionam para os produtos de investimentos mais adequados ao objetivo e perfil de risco do investidor. Isso oferece maior segurança para ao cliente, no momento de investir seus recursos.

No exterior, a API é conhecida como suitability e é bastante aplicada em países onde o mercado de investimentos são mais desenvolvidos.

Voltando ao papel do planejador financeiro, as pessoas ainda acreditam que a função de um destes profissionais é o de buscar “o máximo retorno em um investimento”, quando, na verdade, o papel principal é o de colaborar para que o investidor consiga atingir seus objetivos da maneira mais adequada, buscando o maior ganho possível e dentro de um perfil de risco adequado.

Em se tratando de investimento, ou aplicação financeira, como queiram, o cidadão comum ainda mostra muito receio e desconhecimento. Por esta razão, ainda há muita hesitação em buscar o auxílio de um consultor especializado. A evolução do processo de interesse pelo mercado financeiro fará com que a utilização dos serviços deste profissional seja cada vez mais requisitada.

O mercado financeiro e de capitais tem grande importância para o ambiente econômico, principalmente na medida em que os negócios enfrentam uma concorrência cada vez maior.

Aqueles dispostos a investir seus recursos nesse mercado, precisam estar atentos para que consigam trabalhar seu capital de melhor forma possível, seja para aplicar ou para financiar seus investimentos.

Como o nosso mercado, assim como em outros países, está sempre em mutação, é necessário nos manter atentos e atualizados sobre tudo o que vem ocorrendo.

A experiência no mundo dos investimentos irá aprimorar a capacidade de empregar bem seu capital, fazendo com que o patrimônio líquido familiar possa crescer a cada dia.

A falta de conhecimento por sua vez irá limitar o acesso ao mercado de capitais, visto que um investidor racional jamais deverá aplicar seus recursos em um mercado ou produto que não conhece.

A busca por conhecimento, aliada aos serviços prestados por bons e competentes profissionais, será o marco para que o brasileiro possa compreender melhor os produtos de investimento a disposição no mercado e passar a investir melhor os seus recursos, de acordo com suas necessidades e perfil de risco.

A economia e o país só tem a ganhar como isso.

Conteúdos das provas de certificação são ajustados aos novos códigos de autorregulação

Publicado originalmente em: Anbima 05/12/18

Apostilas de estudo da CPA-10 também foram atualizadas

Devido às mudanças nos códigos de autorregulação, o conteúdo das provas das certificações foi atualizado. As alterações passam a valer a partir do dia 2 de janeiro de 2019, quando os Códigos de Distribuição e de Administração de Recursos de Terceiros entram em vigor – ou seja, apenas nas provas realizadas à partir de 2019. Desta forma, os programas detalhados (relação de temas cobrados nos exames) e a apostila de estudos da CPA-10(Certificação Profissional ANBIMA – série 10) também passaram por ajustes.

O funcionamento das entidades fechadas de previdência complementar foi excluído da CPA-20 (Certificação Profissional ANBIMA – série 20) e da CEA (Certificação de Especialista em Investimentos ANBIMA). As informações cobradas sobre distribuição foram aprofundadas nessas certificações e na CGA (Certificação de Gestores ANBIMA), enquanto antes eram apenas citadas definições usadas no Código de Varejo. O mesmo aconteceu em relação ao Código de Administração de Recursos de Terceiros – antes, não havia nos programas exigências das regras do Código de Gestão de Patrimônio.

As demais mudanças foram adequações de terminologias e reorganização dos conteúdos, para que ficassem alinhadas aos novos códigos.

Novos códigos

A autorregulação mudou o foco das regras, que antes era voltado aos produtos de investimento, para a atividade e a conduta dos agentes que atuam nos mercados financeiro e de capitais. Devido a isso, dois novos códigos entrarão em vigor em 2019: o de Distribuição, que substitui os de Varejo e de Private Banking; e o de Administração de Recursos de Terceiros, que traz as regras dos antigos códigos de Fundos e de Gestão de Patrimônio.

A autorregulação mudou o foco das regras, que antes era voltado aos produtos de investimento, para a atividade e a conduta dos agentes que atuam nos mercados financeiro e de capitais. Devido a isso, dois novos códigos entrarão em vigor no ano que vem: o de Distribuição, que substitui os de Varejo e de Private Banking; e o de Administração de Recursos de Terceiros, que traz as regras dos antigos códigos de Fundos e de Gestão de Patrimônio.

Conteúdos das provas de certificação são ajustados aos novos códigos de autorregulação

Publicado originalmente em: Anbima
Apostilas de estudo da CPA-10 também foram atualizadas

Devido às mudanças nos códigos de autorregulação, o conteúdo das provas das certificações foi atualizado. As alterações passam a valer a partir do dia 2 de janeiro de 2019, quando os Códigos de Distribuição e de Administração de Recursos de Terceiros entram em vigor – ou seja, apenas nas provas realizadas no ano que vem. Desta forma, os programas detalhados (relação de temas cobrados nos exames) e a apostila de estudos da CPA-10(Certificação Profissional ANBIMA – série 10) também passaram por ajustes.

O funcionamento das entidades fechadas de previdência complementar foi excluído da CPA-20 (Certificação Profissional ANBIMA – série 20) e da CEA (Certificação de Especialista em Investimentos ANBIMA). As informações cobradas sobre distribuição foram aprofundadas nessas certificações e na CGA (Certificação de Gestores ANBIMA), enquanto antes eram apenas citadas definições usadas no Código de Varejo. O mesmo aconteceu em relação ao Código de Administração de Recursos de Terceiros – antes, não havia nos programas exigências das regras do Código de Gestão de Patrimônio.

As demais mudanças foram adequações de terminologias e reorganização dos conteúdos, para que ficassem alinhadas aos novos códigos.

Novos códigos

A autorregulação mudou o foco das regras, que antes era voltado aos produtos de investimento, para a atividade e a conduta dos agentes que atuam nos mercados financeiro e de capitais. Devido a isso, dois novos códigos entrarão em vigor no ano que vem: o de Distribuição, que substitui os de Varejo e de Private Banking; e o de Administração de Recursos de Terceiros, que traz as regras dos antigos códigos de Fundos e de Gestão de Patrimônio.

A autorregulação mudou o foco das regras, que antes era voltado aos produtos de investimento, para a atividade e a conduta dos agentes que atuam nos mercados financeiro e de capitais. Devido a isso, dois novos códigos entrarão em vigor no ano que vem: o de Distribuição, que substitui os de Varejo e de Private Banking; e o de Administração de Recursos de Terceiros, que traz as regras dos antigos códigos de Fundos e de Gestão de Patrimônio.

Morar sozinho, liberdade ou problema?

Algumas pessoas moram sozinhas por opção. Porém, outras, moram sozinhas por não ter alternativa. Nestes casos não importa a idade, 18 ou 81 anos, o sentimento é sempre o mesmo: “E agora, o que esperar”?

De início, a percepção da maioria das pessoas é de liberdade por não ter que dividir o mesmo espaço com outras pessoas. Poder andar sem roupas pela casa, acordar a hora que bem quiser e ainda por cima deixar a cama desarrumada. Ninguém vai te chamar a atenção porque comeu besteira no almoço e no jantar, ou porque chegou em casa bêbado ou bêbada, ou ainda, por ter deixado a toalha molhada sobre a cama.

Mas nesta nova fase, nem tudo são flores, as pessoas que optam por morar sozinhos estão muito mais propensas a se endividar que aqueles que dividem as suas despesas com outra ou outras pessoas. Uma pesquisa divulgada pelo SPC Brasil – Serviço de Proteção ao Crédito e pela CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas revelou que 79% das pessoas que participaram do estudo afirmaram não ter realizado qualquer tipo de planejamento ao decidir morar sozinhos.

Sem planejamento, mostra a pesquisa, 25% das pessoas que optaram por morar sozinho ficaram endividadas.

Pouco menos da metade, cerca de 45%, das pessoas endividadas julgam que o fato de morar sozinhos contribui para elevar a possibilidade de descontrole financeiro. Metade admite ter se endividado por não dividir com alguém as despesas.

O estudo revelou que grande parte dos que optaram por morar sozinhos não têm muito controle dos custos domésticos. A desorganização financeira está ligada ao fato de 33% dos entrevistados não dar a devida importância que o assunto merece e outros 27% por não ter o hábito.

Outro fato que chamou a atenção dos pesquisadores é que apenas 33% das pessoas costuma guardar dinheiro, o restante não tem esse comportamento. Mesmo não tendo o hábito de guardar dinheiro, 40% das pessoas que moram sozinhas costumeiramente parcelam suas compras e o mais preocupante é que 33% tem pelo menos uma parcela em atraso.

Morar sozinho traz a vantagem das pessoas não terem que dar satisfação a ninguém, porém pode levar ao desequilíbrio financeiro, uma vez que entre os principais motivos que levam estas pessoas ao desequilíbrio orçamentário estão as despesas com baladas, bares e restaurantes (28,4%), além de compra de roupas, sapatos e acessórios.

Morar sozinho requer muita disciplina para manter as obrigações em dia. Pois, neste caso é a própria pessoa que precisa controlar o orçamento e conservar a “casa” em ordem.

Anbima promove mudanças nas regras e conteúdo para certificação e atualização – Revisado

O principal objetivo da certificação profissional é a elevação e a manutenção da capacitação técnica dos profissionais que atuam no atendimento a clientes nas instituições financeiras e assemelhadas.

A certificação é regulamentada  pelo Banco Central através da Resolução 3.158/03 que visa estabelecer que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar no Brasil precisam tomar medidas visando que seus colaboradores, para exercerem as atividades de distribuição e intermediação de títulos, valores mobiliários e derivativos, sejam considerados aptos em exame de certificação organizado por entidade de reconhecida capacidade técnica.

Na mesma linha a autoridade monetária publicou a Resolução 3.309/05 que dispõe sobre a certificação de empregados das cooperativas de crédito e sobre a atuação dessas instituições na distribuição de cotas de fundos de investimentos.

Visando atender aos dispositivos legais a Anbima assumiu o compromisso de elaborar e manter um programa detalhado com o objetivo de permanecer sempre alinhado à legislação em vigor, objetivando a inclusão de novos assuntos, tão logo o dinamismo e a evolução do mercado de capitais venham torná-los relevantes e essenciais.

Desta forma, as alterações no conteúdo dos Códigos elaborados e mantidos pela Anbima são atualizados sempre que necessário, dentre as alterações que entraram em vigor em 02/07/2018 está a cessação da prova para a renovação das certificações da CPA-10 (Certificação Profissional ANBIMA – Série 10) e da CPA-20 (Certificação Profissional ANBIMA – Série 20).

Segundo o código em vigor a renovação dessas certificações serão realizadas unicamente por meio de cursos, seja oferecido pela própria Anbima ou pelo mercado. Igualmente, a atualização do CEA (Certificação de Especialista em Investimentos ANBIMA) será também realizada por meio de curso oferecido pela Anbima ou pelo mercado, somente para profissionais de instituições financeiras associadas a Anbima.

Para os profissionais que atuem em instituições financeiras o prazo foi mantido em cinco anos, entretanto para quem exerça atividades em cooperativas de crédito, entidades seguradoras e de previdência complementar, RPPS ou instituições de agente autônomo de investimento, o prazo para atualização da certificação será de três anos, mediante realização de curso oferecido, apenas, pela Anbima.

Cabe esclarecer que para quem contratou curso de atualização antes de 02/07/2018, a Anbima vai considerar como válido para efeitos de renovação, desde que respeitado o prazo de vencimento.

Outra alteração promovida pela Anbima foi provocada pela entrada em vigor da Instrução 558/15 da CVM, que permitiu que os gestores comercializem seus próprios fundos, assim além da CGA, os profissionais deverão obter uma certificação pertinente à função de distribuição de produtos, ou seja, CPA-10 ou CPA-20.

Além das alterações descritas acima, a Anbima promoveu a adequação do conteúdo do programa, tanto de certificação como de atualização. As mudanças não são significativas, pois tratam basicamente de adaptar o conteúdo programático as modificações no edital e códigos de regulação e melhores práticas da entidade. As mudanças passam a valer a partir de 01/01/2019.

O principal objetivo da certificação profissional é a elevação e a manutenção da capacitação técnica dos profissionais que atuam no atendimento a clientes nas instituições financeiras e assemelhadas.

A SELIC e o seu bolso

Você em algum momento já deve ter se perguntado: mas afinal o que é essa tal taxa SELIC e para que serve?

Na verdade, a SELIC tem dois significados, primeiramente vamos entender o que é a SELIC Meta e qual a sua finalidade.

A SELIC Meta é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida nas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Nestas reuniões, os membros do Copom discutem uma série de fatores que afetam a economia.

A estimativa para a inflação, por exemplo, tem o objetivo de estabelecer qual será a taxa básica daquele período. São realizadas 8 reuniões anuais. A SELIC é utilizada para manter a inflação dentro do patamar especificado, pois o objetivo da política monetária é manter a inflação sobre controle.

Já a taxa SELIC Over é a taxa média ponderada das operações realizadas entre as instituições financeiras pelo prazo de um dia, com a garantia de Títulos Pública Federal. Resumidamente um banco toma dinheiro emprestado de outro oferecendo como garantia títulos públicos e se comprometendo a quitar o empréstimo no dia seguinte. Esta operação é conhecida como “Operação Compromissada”.

A Taxa SELIC, a partir de 01/01/1998 é divulgada em percentual ao ano, considerando o ano base de 252 úteis, ou seja, é calculada apenas sobre dias úteis.

Utilizada como paramento, pelos bancos, para fixar as taxa que cobrarão nos empréstimos ou as taxas que pagarão nas aplicações;

Calculada e divulgada diariamente pelo SELIC – Sistema Especial de Liquidação e Custódia, daí o nome Taxa SELIC.

Resumidamente quando acontece a elevação da SELIC os investidores preferem emprestar dinheiro ao governo, uma vez que o rendimento fica atrativo. Por outro lado, quando a SELIC cai, os investidores dão preferência por resgatar os recursos aplicados uma vez que o rendimento dos títulos públicos diminui e desta forma os recursos resgatados irão transitar pelos bancos que são “obrigados” a emprestar dinheiro ao consumidor em busca de obter um retorno maior. Desta forma, quanto maior a SELIC, mais “caro” será tomar dinheiro emprestado das instituições financeiras, pois que haverá menos dinheiro disponível

Pense em dinheiro como uma mercadoria como outra qualquer. Também neste caso será aplicada a lei de oferta e procura, ou seja, quanto menos dinheiro circulando mais caro será, maior a quantidade de dinheiro circulando menos ele custará.

Além de controlar o acesso ao crédito a SELIC também contribui para o controle de entrada e saída de investimentos estrangeiros. O investidor atraído por uma taxa de juros mais alta faz ingressar mais dinheiro no país e quanto maior a entrada de dólares no país, menor a cotação dessa moeda norte-americana e vice-versa.

As pessoas normalmente reclamam dos juros altos uma vez que diminuem o consumo, o que acaba prejudicando o comércio e a indústria, pois o consumo tende a diminuir em função da dificuldade de financiamento. A redução das vendas no comércio provoca queda nos pedidos à indústria que por sua vez reduz a produção, o que em um segundo momento tem como consequência a elevação do desemprego, provocando a retração da economia.

Outra consequência da elevação na taxa básica de juros é o ingresso no sistema financeiro brasileiro de capital estrangeiro que tem a única finalidade de aproveitar o momento de juros elevados. Como mostrado acima, isso provoca uma redução da diferença entre o Real e o dólar, pois se trata de capital especulativo. A redução da diferença entre o Real e o dólar torna o produto nacional menos atrativo, se comparado aos produtos estrangeiros, e desta forma reduz as exportações agravando ainda mais os reflexos sobre a economia. Como estes recursos podem sair daqui a qualquer momento vai provocar oscilação na moeda norte-americana.

O consumidor é afetado, pois a SELIC é o “termômetro” para a fixação das taxas de juros praticadas no país: cartões de crédito, empréstimo pessoal, cheque especial, crediário, poupança e as várias modalidades de aplicações financeiras disponíveis no mercado. Até o mercado de ações sofre os impactos das altas e baixas da SELIC.

Como a taxa SELIC Over surge dos empréstimos realizados entre bancos é a partir desta taxa média que as instituições financeiras irão definir qual taxa cobrarão para conceder um empréstimo ou qual a taxa irão pagar em um título de renda fixa. Quanto menor o patamar da SELIC, mais “barato” fica para o consumidor fazer um empréstimo ou comprar a prazo.

Contudo, essa relação não é direta. No momento em que a autoridade monetária (BC) reduz a SELIC Meta, essa queda não é repassada de imediato ao consumidor. Isso ocorre porque as instituições financeiras embutem nos financiamentos, os impostos (IOF), a inadimplência, suas despesas administrativas e ainda o seu lucro. A diferença entre a taxa que as instituições pagam para tomar dinheiro emprestado de seus clientes (títulos de renda fixa) e o que cobram no momento de conceder um empréstimo é o conhecido por “spread bancário”.

Por outro lado, os juros pagos pelas instituições financeiras também sofrem a influência da SELIC, pois as pessoas que conseguem um equilíbrio em sua vida financeira, ao poupar o excedente vai conseguir um melhor rendimento. De uma maneira geral, quanto maior a SELIC, maior o rendimento das aplicações de renda fixa (CDB, LCI, LCI e até a Caderneta de Poupança) no momento da aplicação.

Então, muita atenção com as altas e baixas da taxa SELIC na hora de tomar ou emprestar dinheiro no mercado financeiro.

Anbima promove mudanças nas regras e conteúdo para certificação e atualização

O principal objetivo da certificação profissional é a elevação e a manutenção da capacitação técnica dos profissionais que atuam no atendimento a clientes nas instituições financeiras e assemelhadas.

A certificação é regulamentada  pelo Banco Central através da Resolução 3.158/03 que visa estabelecer que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar no Brasil precisam tomar medidas visando que seus colaboradores, para exercerem as atividades de distribuição e intermediação de títulos, valores mobiliários e derivativos, sejam considerados aptos em exame de certificação organizado por entidade de reconhecida capacidade técnica.

A mesma linha a autoridade monetária publicou a Resolução 3.309/05 que dispõe sobre a certificação de empregados das cooperativas de crédito e sobre a atuação dessas instituições na distribuição de cotas de fundos de investimentos.

Visando atender aos dispositivos legais a Anbima assumiu o compromisso de elaborar e manter um  programa  detalhado com o objetivo de permanecer sempre alinhado à legislação em vigor, objetivando  a inclusão de novos assuntos, tão logo o dinamismo e a evolução do mercado de capitais venham torná-los relevantes e essenciais.

Desta forma, as alterações no conteúdo dos Códigos elaborados e mantidos pela Anbima são atualizados sempre que necessário, dentre as alterações que entraram em vigor em 02/07/2018 está a cessação da prova para a renovação das certificações da CPA-10 (Certificação Profissional ANBIMA – Série 10) e da CPA-20 (Certificação Profissional ANBIMA – Série 20). Segundo o código em vigor a renovação dessas certificações serão realizadas unicamente por meio de cursos, seja oferecido pela própria Anbima ou pelo mercado. Igualmente, a atualização do CEA (Certificação de Especialista em Investimentos ANBIMA)  será também realizada por meio de  curso oferecido pela Anbima ou pelo mercado.

Para os profissionais que atuem em instituições financeiras o prazo foi mantido em cinco anos, entretanto para quem exerça atividades em cooperativas de crédito, entidades seguradoras e de previdência complementar ou  instituições de agente autônomo de investimento , o prazo para atualização da certificação será de três anos.

Cabe esclarecer que para quem contratou curso de atualização antes de 02/07/2018, a Anbima vai considerar como válido para efeitos de renovação, desde que respeitado o prazo de vencimento.

Outra alteração promovida pela Anbima foi provocada pela entrada em vigor da Instrução 558/15 da CVM, que permitiu que os gestores comercializem seus próprios fundos, assim além da CGA, os profissionais deverão obter uma certificação pertinente à função de distribuição de produtos, ou seja, CPA-10 ou CPA-20.

Além das alterações descritas acima, a Anbima promoveu a adequação do conteúdo do programa, tanto de certificação como de atualização. As mudanças não são significativas, pois tratam basicamente de adaptar o conteúdo programático as modificações no edital e códigos de regulação e melhores praticas da entidade. As mudanças passam a valer a partir de 01/01/2019.

O principal objetivo da certificação profissional é a elevação e a manutenção da capacitação técnica dos profissionais que atuam no atendimento a clientes nas instituições financeiras e assemelhadas. A certificação é regulamentada  pelo Banco Central através da Resolução 3.158/03 que visa estabelecer que as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar no Brasil precisam tomar medidas visando que seus colaboradores, para exercerem as atividades de distribuição e intermediação de títulos, valores mobiliários e derivativos, sejam considerados aptos em exame de certificação organizado por entidade de reconhecida capacidade técnica. A mesma linha a autoridade monetária publicou a Resolução 3.309/05 que dispõe sobre a certificação de empregados das cooperativas de crédito e sobre a atuação dessas instituições na distribuição de cotas de fundos de investimentos.Visando atender aos dispositivos legais a Anbima assumiu o compromisso de elaborar e manter um  programa  detalhado com o objetivo de permanecer sempre alinhado à legislação em vigor, objetivando  a inclusão de novos assuntos, tão logo o dinamismo e a evolução do mercado de capitais venham torná-los relevantes e essenciais.

O que analisar antes de investir

Antes de escolher onde aplicar o capital disponível é fundamental que decidamos como estes recursos serão utilizado futuramente, pois essa decisão será determinante na hora de optar pelo tipo de investimento. Por isso, a importância de listar seus objetivos e direcionar para cada tipo de aplicação o dinheiro necessário para atender a cada propósito. Caso existam mais objetivos que sua capacidade de poupança, deve-se buscar eleger quais os mais importantes.

Os objetivos de investimento podem ser classificados em termos mais específicos, como, por exemplo, “compra de uma casa”, ou mais gerais, como, “formação de poupança para utilização futura” ou “aquela viagem dos sonhos”, etc. Porém, especificá-los melhor pode ajudar na hora de escolher o investimento mais adequado, principalmente se a cada um estiver associada uma estimativa de valor.

Conscientemente ou não, somos forçados a escolher entre quatro aspectos importantes no instante de optar pela melhor alternativa ao aplicar nosso dinheiro: o risco (possibilidade de não conseguir o retorno esperado), o retorno, a liquidez (a facilidade em resgatar a aplicação) e o valor mínimo para investimento.
Um conceito deve estar sempre em mente: é pouco provável que encontremos em uma única modalidade de investimentos estes quatro atributos perfeitamente alinhados. Senão vejamos, as aplicações em ações são consideradas alternativas de alta rentabilidade, porém a volatilidade (risco) é considerada alta. Já a caderneta de poupança combina alta liquidez e baixíssimo risco, contudo seu rendimento é considerado irrisório. Dependendo das circunstancias e da situação da economia, a poupança não conseguem nem repor a inflação.

E por falar em risco, uma das coisas mais importantes que devemos entender é que não existe retorno sem risco, ou seja, quanto maior ou menor o risco de um determinado investimento, maior ou menor o retorno esperado.

Então, o retorno de um investimento está diretamente associado aos riscos dos ativos e valores mobiliários que compõem a carteira de investimentos.

Esta possibilidade de escolha está representada no gráfico baixo.

Entendendo:

O início da reta pontilhada representa os ativos que costumam ser chamados de “Livres de Risco”. Este tipo de ativo, para uma taxa conhecida como taxa livre de risco, é geralmente representado por títulos do governo, pois estes apresentam baixo risco de default (inadimplência) e alta liquidez.

Conforme caminhamos para a direita na linha horizontal (risco), o grau de incerteza perante o retorno esperado aumenta, pois estaríamos investindo em ativos de maior risco, como fundos de investimento, dólar, ações, derivativos, etc. É importante que entendamos qual nível de risco é o mais adequado ao nosso perfil.

Conhecer nossa tolerância ao risco é fundamental para traçarmos uma estratégia de longo prazo. A nossa tolerância ao risco expressa a quantidade de volatilidade que conseguimos aceitar, resumidamente o quanto estamos dispostos a ganhar ou perder.

O quesito liquidez também é um aspecto muito relevante ao se optar por uma modalidade ou outra de investimento. Em que pese à facilidade de se comprar e vender uma ação de 1ª linha (as mais negociadas), por exemplo, saber o exato momento de realizar uma ou outra operação não é uma tarefa das mais fáceis: nesta modalidade de aplicação é aconselhável ter um horizonte de tempo de longo prazo, especialmente em função da volatilidade. Assim, para ter relativo sucesso neste segmento do mercado financeiro são necessários paciência e sangue frio.

Mas como fazer?

A grande dúvida da maioria das pessoas está em compreender como equilibrar estes fatores no momento de optar pela modalidade de aplicação mais adequada a sua necessidade, neste caso será aconselhável privilegiar o fator que melhor atenda aos nossos objetivos deixando os outros aspectos em segundo plano.

Mais uma vez, entenda que dificilmente conseguiremos combinar todos estes fatores em uma única modalidade de aplicação financeira.

Por exemplo, para acumular recursos objetivando uma renda extra na aposentadoria, a liquidez, ou seja, facilidade em resgatar o dinheiro não é prioridade, e sim, o rendimento da aplicação escolhida.

Como vimos acima, um rendimento maior, normalmente é acompanhando de maiores riscos.

No caso de uma reserva de recursos para aposentadoria uma alternativa interessante seria aplicar em títulos da dívida federal como a NTN-B Principal (Nota do Tesouro Nacional). Através do Tesouro Direto, é possível adquirir uma NTN-B Principal com vencimento em 2040, que tem como característica básica a proteção do capital contra a variação da inflação e ainda pagar juros prefixados (que em 13/06/2018 eram de 5,8666% ao ano).

Esta modalidade de investimento é garantida pelo Tesouro Nacional que recompra esses títulos de segunda a sexta-feira, a partir das 09;30hs até as 05:00hs, o que garante a liquidez destes ativos. É importante ressaltar que o valor de compra ou venda é o mesmo praticado pelo mercado. Porém é preciso estar atendo ao fato de que resgates antes do vencimento podem acarretar prejuízos para o investidor em função das oscilações nas taxas de juros de mercado, por este motivo é de vital importância tomar a decisão de investimento de forma consciente. No vencimento, este risco deixa de existir, pois a taxa a ser paga será a mesma combinada no momento da aplicação.

O investimento em ações, para acumular recursos para aposentadoria, pode ser também uma alternativa interessante, pois no longo prazo, em tese, podemos esperar que o preço da carteira de ações escolhida se recupere de eventuais recuos que por ventura tenham ocorrido no meio do caminho. Não cometa o erro de aplicar em ações, pensando em aposentadoria, o dinheiro que pode ser necessário para situações de emergência.

O horizonte de tempo é outro fator que deve ser pesado no momento de escolher a melhor alternativa para aplicar seus recursos. Pessoas mais novas tendem a ter uma capacidade maior para correr riscos em suas aplicações, pois seu horizonte de aplicação é maior. Por sua vez, uma pessoa de mais idade deveria evitar investimentos mais arriscados. Entretanto, esta situação vai depender, sobretudo, do perfil do investidor.

Tem gente que não suporta o menor nível de risco.

Por outro lado, se o objetivo é uma viagem de férias programada para o próximo ano, os recursos necessários deveriam ser aplicados em CDB corrigido pela variação do CDI ou um fundo DI, que garantem maior liquidez e menor volatilidade. Nesta situação deve-se priorizar a liquidez. Não podemos, neste caso, correr o risco de perder parte do dinheiro.

Se a viagem programada for para o exterior, a preocupação com o risco deve ser maior ainda, pois a variação dos preços da moeda estrangeira pode impedir que o objetivo seja alcançado. Um fundo cambial (que acompanha o vaivém da taxa de câmbio), seria a opção mais indicada, pode acontecer de não apresentar o retorno mais atrativo do mercado em muitas ocasiões, mas nestes casos rentabilidade é o que menos importa. O relevante nesta situação é que tenhamos a quantidade de dólares suficiente para que possamos realizar a viagem. Assim, caso o dólar suba ou caia 30% teremos a quantia necessária para cumprir nosso objetivo.

Formar uma reserva financeira para emergências também exige uma observação à parte. A grande maioria dos consultores financeiros recomenda que guardemos o equivalente a seis meses de nossas despesas mensais para situações imprevistas.

O que priorizar? Eis a questão!

Um aspecto que deve ser considerado é que nem todas as pessoas tem condições para acumular seis meses de suas despesas de uma hora para outra. Nos casos em que a renda for baixa, e a manutenção da família consumir boa parte dela, não haverá condições de se formar essa reserva no curto prazo.

Nessas situações, é indicada a elaboração de um planejamento e desta forma estabelecer em quanto tempo se pretende acumular tais recursos. Em um, dois ou três anos?

Reserva para emergência formada, o horizonte de tempo aumenta e desta forma é possível correr um pouco mais de riscos. Para esta reserva já formada, o retorno é importante, mas a “segurança” é ainda mais. Uma aplicação em titulo público corrigida pela variação da taxa Selic Over, um CDB atrelado a variação do CDI ou fundo de perfil conservador (DI ou Renda Fixa) são as alternativas mais indicadas.

O raciocínio neste caso seria: já temos uma reserva para seis meses podemos arriscar um pouco mais. Logo, para os recursos que pouparmos a mais, poderíamos pensar em investimentos um pouco menos conservadores.

Mas nada do que foi colocado anteriormente fará sentido sem o mínimo de conhecimento, pois é preciso entender que o mercado financeiro e de capitais, tem grande importância para o ambiente econômico, principalmente na medida em que os negócios enfrentam uma concorrência cada vez maior.

Aqueles dispostos a investir seus recursos nesse mercado, precisam estar atentos para que consigam trabalhar seu capital de melhor forma possível, seja para aplicar ou para financiar seus investimentos. Como o nosso mercado, assim como em outros países, está sempre em mutação, é necessário nos manter atentos e atualizados sobre tudo o que vem ocorrendo.

A experiência no mundo dos investimentos irá aprimorar a capacidade de empregar bem seu capital, fazendo com que o patrimônio líquido familiar possa crescer a cada dia.

A falta de conhecimento por sua vez irá limitar o acesso ao mercado de capitais, visto que um investidor racional jamais deverá aplicar seus recursos em um mercado ou produto que não conhece.

A lição que fica é: nunca vá na “onda do momento” ou confie naquela “dica quente”, e aplique seu dinheiro em uma modalidade de investimento que não conheça.

Fica a dica!