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NOSSA VISÃO - 29/11/2021

RETROSPECTIVA

Na última semana, os mercados globais fecharam em queda, devido a temas relacionamos a pandemia, principalmente em relação a nova variante encontrada na África do Sul, denominada Ômicron.

Já se sabe que a nova variante tem maior poder de contagio que a variante delta, o que ainda não se sabe é de fato o poder de efetividade das vacinas em relação a nova cepa.

A Europa segue sendo o novo epicentro da pandemia, tendo a Alemanha como a mais afetada, então se discute bastante os temas relacionados a lockdown e medidas restritivas, trazendo consigo bastante volatilidade dos mercados.

No Brasil, tivemos uma semana de bastante volatilidade, onde o Ibovespa, principal índice acionário do mercado, acumulava alta até a quinta-feira, mas sofreu revés na sexta-feira, fechando em queda de 0,79%, acompanhando o exterior e refletindo alguns dados internos, um deles é o IPCA-15, que veio acima das expectativas e o outro é em relação da PEC dos precatórios, que segue sem definição.


RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção subiu de 10,12% para 10,15% em 2021. Para 2022, a previsão para o IPCA subiu de 4,96% para 5,00%. Para 2023, a estimativa se manteve em 3,42%. Para 2024, as projeções se mantiveram em 3,10%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 4,80% para 4,78% para 2021. Para 2022, a estimativa caiu de 0,70% para 0,58%. Para 2023, a projeção ficou em 2,00%. Para 2024, a projeção também ficou em 2,00%.

Para a taxa de câmbio, a estimativa ficou em R$5,50. Para 2022, o valor ficou em R$5,50. Para 2023, a projeção ficou em R$5,25 e para o ano seguinte o valor ficou em R$5,30.

Para a taxa Selic, os analistas mantiveram a projeção da taxa em 9,25% em 2021. Para 2022, a taxa se manteve em 11,25%. No ano seguinte, a projeção ficou em 7,75% e ficou em 7,00% em 2024.



PERSPECTIVA

Para as próximas semanas, devemos acompanhar os dados de inflação ao redor do mundo, principalmente no Brasil, com o IGPM, além de acompanhar os dizeres dos membros do FOMC, que tem poder de influenciar as políticas monetárias de diversos países.

Quanto as expectativas com relação ao Brasil, passa por um processo de imunização mais eficiente. Teremos que acompanhar as decisões do Bancos Centrais em relação a política monetária, que indica seguir com medidas contracionistas, tendo em vista o plano de vacinação em prática, a aceleração da inflação e os estímulos que seguem sendo despejados na economia.

Os dados indicam uma pressão persistente nos preços ao consumidor amplo e isto pode levar o Banco Central a intensificar as discussões sobre o ritmo das reformas.

Podendo se esperar mais mudanças na taxa de juros no futuro próximo, como já é adiantado no relatório semanal do Banco central.

A partir disso, teremos que avaliar o andamento de reformas e em qual intensidade será elaborada.

A preocupação com o quadro fiscal, o grave endividamento e teto de gastos, segue sendo o principal foco, devido as recentes manobras do governo para amplia-lo.

Caso o desajuste fiscal aconteça, além de gerar desconfiança dos investidores estrangeiros, geraria um aumento inesperado e brusco na taxa de juros, por esse motivo, e do risco Brasil, fato que seria prejudicial para a o momento atual da economia.

Situação que o Brasil vem tentando evitar ao longo dos últimos anos, reconquistar os investidores estrangeiros, a partir de um quadro fiscal mais bem elaborado, uma agenda de reformas estruturais, que ocasionalmente levaria o Brasil a um controle maior sobre as receitas e gastos governamentais.

Apesar de todas as oscilações de mercado, as expectativas seguem sendo o plano de vacinação contra a Covid-19 e toda a pauta de reforma que segue sem definição pelo governo.

O mais recomendado para o atual momento é a cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter sem ainda a desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Mantemos nossa recomendação de adotar cautela nos investimentos e acompanhamento diário dos mercados e estratégias. Mantemos a sugestão para que os recursos necessários para fazer frente às despesas correntes sejam resgatados dos investimentos menos voláteis (CDI, IRF-M1, IDkA IPCA 2A). Para o IMA-B que é formado por títulos públicos indexados à inflação medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que são as NTN-Bs (Notas do Tesouro Nacional - Série B ou Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), não estamos recomendando o aporte no segmento, com a estratégia de alocação em 5%, sendo indicado para os RPPS que possuem porcentagem igual ou maior, aos que possuírem porcentagem inferior a 5%, recomendamos a não movimentação no segmento. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.



Indicadores Diário - 29/11/2021