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NOSSA VISÃO - 20/05/2019

Retrospectiva

Em relação à economia internacional, na zona do euro, a produção industrial recuou 0,3% em março, frente a fevereiro e 0,6% na comparação anual, como era previsto pelos analistas. Já a inflação do consumidor em abril foi confirmada em 1,7% na base anual.

Novos dados preliminares do PIB do primeiro trimestre de 2019 foram divulgados pela agência Eurostat. O crescimento de 0,4% da zona do euro, em relação ao trimestre anterior, veio dentro do previsto, sendo que a maior economia da região, a da Alemanha, cresceu também 0,4%.

Para os mercados de ações internacionais, a semana que passou foi de quedas e de altas. Enquanto o Dax, índice da bolsa alemã subiu 1,49% e o FTSE-100, da bolsa inglesa 2,02%, o índice S&P 500, da bolsa norte-americana recuou 0,76% e o Nikkey 225, da bolsa japonesa 0,44%.

Em relação à economia brasileira, o IPC-S subiu 0,42% na segunda quadrissemana de maio, depois de ter subido 0,57% na primeira. O IPC-Fipe, por sua vez, subiu 0,15% na segunda semana de maio, depois de ter subido 0,20% na primeira.

Conforme o Banco Central, o IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, caiu 0,28% em março,  ante fevereiro, resultado já esperado. E na ata da última reunião do Copom, também divulgada na semana que passou, o BC revelou o receio de que o PIB brasileiro tenha recuado no primeiro trimestre de 2019 e de que a inflação de doze meses deva atingir um pico no curto prazo.

Para a bolsa brasileira, com as dificuldades no andamento das reformas e o quadro externo, foi também uma nova semana de baixa. O Ibovespa caiu 4,52% nesse período. No ano a variação positiva é de 2,40% e em doze meses de 8,32%. O dólar, por sua vez, subiu 3,20% na semana e o IMA-B Total caiu 0,69%.

Comentário Focus

No Relatório Focus de 17 de maio, a média dos economistas que militam no mercado financeiro estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 4,07% em 2019, frente a 4,04% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é de que suba 4,00%, também como na semana anterior.

Para a taxa Selic, o relatório informou que, no fim de 2019 a taxa Selic estará em 6,50%, como na última pesquisa e em 2020 em 7,25%, frente a 7,50% na pesquisa anterior.

Já para o desempenho da economia previsto para este ano, o mercado estimou a evolução do PIB em 1,24%, frente a 1,45% na semana anterior. Para 2020 a estimativa é que o PIB cresça 2,50%, como na semana anterior.

Para a taxa de câmbio, a pesquisa mostrou que a cotação da moeda americana deverá estar em R$ 3,80 no final do ano, frente a R$ 3,75 no último relatório e em R$ 3,80 no final de 2020, como na semana anterior.

Para o Investimento Estrangeiro Direto, as expectativas são de um ingresso de US$ 82 bilhões em 2019, frente a US$ 83,29 bilhões na última pesquisa e de US$ 82,52 bilhões em 2020, frente a US$ 84,36 bilhões na pesquisa anterior.


Perspectiva

Nesta semana, na zona do euro, teremos a divulgação do PMI industrial e o de serviços.

Nos EUA, teremos a divulgação da ata da última reunião do FED.

No Brasil, serão divulgados os dados parciais de inflação.

No exterior, o evento mais importante da semana será a divulgação da ata da última reunião do FED e no Brasil será a do IPCA-15.

Em relação às aplicações dos RPPS, aconselhamos o investimento de 25% dos recursos em fundos de investimento em títulos públicos que possuem a gestão do duration, produto a ser acompanhado com a devida atenção por conta das posições assumidas pelo gestor.

Para os vértices médios (IMA-B 5, IDkA 2A e IRF-M Total) recomendamos uma exposição de 30% e para os vértices de curto prazo, representados pelos fundos DI, pelos referenciados no IRFM-1 e pelos CDBs a alocação agora sugerida é de 15%.

Permanece a recomendação de que, com a devida cautela e respeitados os limites das políticas de investimento e as exigências da nova resolução editada pelo CMN, é oportuna a avaliação de aplicações em produtos que envolvam a exposição ao risco de crédito (FIDC e FI Crédito Privado, por exemplo).

Quanto à renda variável, recomendamos uma exposição máxima de 30%, por conta da melhora da atividade econômica neste ano, que já se refle em um melhor comportamento dos lucros das empresas e, portanto, da Bolsa de Valores e também pelo fato da importância do produto como fator de diversificação de portfolio, em um momento em que as taxas de juros dos títulos públicos não mais superam a meta atuarial.

Para a alocação em fundos multimercado a nossa sugestão é de 10% dos recursos e de 2,5% a alocação em FII e FIP, respectivamente, dada a pouca disponibilidade de produtos no mercado enquadrados para os RPPS. Para o investimento em ações, a nossa recomendação é de 15% dos recursos, tendo-se em vista o potencial de crescimento das empresas neste e nos próximos anos, como já dissemos, em uma conjuntura de baixa inflação e taxas de juros nas mínimas históricas. Muito embora ainda esteja no campo das expectativas, a implementação das reformas estruturais demandadas pelo mercado em muito também poderão influenciar o comportamento positivo das ações, no futuro.

Para aqueles clientes que já contam com investimento de 5% tanto em FII, quanto em FIP, recomendamos que o teto de investimento em ações se mantenha em 10%.

Por fim, cabe lembrarmos que as aplicações em renda fixa, por ensejarem o rendimento do capital investido, devem contemplar o curto, o médio e o longo prazo, conforme as possibilidades ou necessidades dos investidores. Já as realizadas em renda variável, que ensejam o ganho de capital, as expectativas de retorno devem ser direcionadas efetivamente para o longo prazo.


* Aos clientes que investem em FIDC / Crédito Privado / Fundo Debênture, utilizar como limite máximo o percentual destinado ao Médio Prazo.

** Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição de 15% aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.


Indicadores Diários -17/05/19



Índices de Referência -Abril/2019