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RETROSPECTIVA O Ibovespa fechou com um avanço modesto na última sexta-feira, em sessão marcada por dados mais fortes do que o esperado sobre o mercado de trabalho norte-americano. Sendo assim, o Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,55%, a 106.471,92 pontos, o Ibovespa acumulou um ganho de 3,2% na semana. O dólar comercial caiu mais de 1% pelo segundo dia consecutivo e fechou na última sexta-feira cotado a R$ 5,167. Destacando que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu na última quarta-feira (3), por unanimidade, elevar a taxa Selic de 13,25% ao ano para 13,75% ao ano - alta de 0,5 ponto percentual. Sendo a 12º aumento consecutivo na taxa de juros, tendo como principais motivos do aumento, a persistência das pressões inflacionárias globais. Já no continente asiático, a inflação persistente de tal forma que o Banco Central da Índia elevou sua taxa básica de juros mais do que o esperado na última sexta-feira. E nos Estados Unidos, a economia criou 528 mil empregos não-agrícolas em julho, o resultado pressupõe que a atividade econômica dos EUA continua em ritmo forte e indica que o Federal Reserve continue com o aperto monetário. Petróleo enfraquece ainda mais em meio a temores de desaceleração, e os preços do gás natural também caíram ainda mais. Já que os preços de mercado estão caindo por consequência da expectativa de destruição da demanda na Europa, devido a medidas de economia de energia e uma recessão esperada. RELATÓRIO FOCUS Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção diminuiu de 7,15 % para 7,11% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA aumentou de 5,33 % para 5,36%. Para 2024, as estimativas permaneceram em 3,30%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%. A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) é em 1,98% para 2022 e para 2023, em 0,40%. Assim como para 2024 a projeção diminuiu de 1,80% para 1,70, e para 2025, permanecendo em 2,00%. Para a taxa de câmbio em 2022, o valor subiu de R$5,13 para R$5,20. Para 2023, a projeção se manteve R$ 5,20. Para o ano de 2024, a projeção aumentou de R$ 5,06 para R$5,10, assim como em 2025 a projeção ficou em R$5,15. Para a taxa Selic, a projeção permaneceu a mesma em todas as projeções anuais, em 13,75% em 2022, em 11,00% para 2023, ficando em 8,00% para 2024. Fechando as projeções da semana, a projeção para a taxa Selic manteve-se em 7,50% para o ano de 2025. EXPECTATIVA Sobre o calendário econômico da semana, na terça feira, sairá o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de julho, a expectativa do mercado é que a inflação comece a dar sinais de arrefecimento, com os reajustes de preços da Petrobras. Ainda na terça, sairá a ata do Comitê de Política Monetária (COPOM), que traz avaliação de cenários e projeções da economia. No Brasil, os ânimos giram em torno da balança comercial, que elevam a sua previsão de superávit para o fim de 2022. Já no cenário político, as pesquisas apontam para 41% das intenções de votos do primeiro turno no candidato Lula, enquanto Jair Bolsonaro está com 34%. Tal fato pode gerar volatilidade para este e o próximo mês, em vista da aproximação das eleições presidenciais. Nos Estados Unidos, na quarta-feira, será divulgado os dados do CPI, referente ao mês de julho. Que mede a evolução dos preços dos bens e serviço, ou seja, a evolução da inflação americana. Na quarta-feira, será divulgado o estoque de petróleo bruto, o nível dos estoques influência os preços dos produtos petrolíferos, que pode ter impacto na inflação. Na quinta-feira, será divulgado dados a respeito dos pedidos de desemprego dos Estados Unidos, forte termômetro de como está a economia americana. E na Europa, especificamente na Inglaterra, na sexta-feira será divulgado o PIB, que é a medida mais ampla da atividade econômica, e é um indicador chave que mostra como está a saúde de um determinado país. Na Ucrânia os credores votam nesta semana uma proposta do governo de adiar por 24 meses os pagamentos referentes aos títulos internacionais do país devastado pela guerra, conforme Kiev espera evitar um calote de 20 bilhões de dólares. Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político. Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar. Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+) 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 25% em fundos Gestão Duration. No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA-B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 5%. Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e também ao IRF-M1 na totalidade de 15%. Com o COPOM sinalizando uma estabilização da alta da taxa Selic, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo irão cair, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados. Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial. Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo. INVESTIDOR COMUM - SEM PRÓ GESTÃO * Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso. PRÓ GESTÃO NÍVEL 1 * Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso. PRÓ GESTÃO NÍVEL 2 * Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso. PRÓ GESTÃO NÍVEL 3 * Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso. Indicadores Diário - 05/08/2022 Índices de Referência - Junho/2022