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RETROSPECTIVA Tivemos uma boa semana para o câmbio e para a bolsa de valores brasileira. O dólar recuou 1,74% na semana. Como resultado, a moeda norte-americana tem desvalorização de 8,92% frente ao real. Já o Ibovespa, acumulou alta de 0,72% na semana, ocasionada pela entrada de capital estrangeiro no Brasil, perspectivas de queda da inflação e aumento do crescimento econômico. A prévia da inflação, IPCA-15, de agosto foi de -0,73%, um pouco abaixo do esperado e sendo a maior queda da série histórica. A arrecadação federal de julho atingiu mais de R$ 202 bilhões, sendo o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica, refletindo a retomada do mercado de trabalho. O ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu o fim do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), após dizer que tal cobrança desestimula os investimentos em produtos, o que contribui para a desindustrialização brasileira. O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, afirmou que os EUA precisarão de uma política monetária mais rígida, sem informar de quanto serão as próximas altas das taxas de juros, antes de controlar a inflação. A inflação do consumo das famílias nos EUA (PCE) caiu 0,1% em julho, estando abaixo do esperado e acumula alta de 6,3 em 12 meses. A Arábia Saudita informou que, caso os preços do petróleo continuem a cair, reduzirá a produção do produto entre os países da Opep. Como resultado, os preços do barril de petróleo sofreram elevação. A Rússia anunciou que irá interromper o fornecimento de gás a partir do dia 31 de agosto para realizar manutenções no gasoduto. A China anunciou redução nas taxas de empréstimos de 1 e 5 anos, a fim de estimular a economia. RELATÓRIO FOCUS Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção diminuiu de 6,82% para 6,70% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA diminuiu de 5,33 % para 5,30%. Para 2024, a projeção permaneceu em 3,41%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%. A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) aumentou de 2,02% para 2,10% em 2022 e para 2023, diminuiu de 0,39% para 0,37%. Para 2024 a projeção se manteve em 1,80%, e para 2025, ficou na casa dos 2,00%. Para a taxa de câmbio em 2022 e 2023, o valor estagnou em R$5,20. Para o ano de 2024, a projeção permaneceu em R$5,10, assim como em 2025 a projeção se manteve em R$ 5,17. Para a taxa Selic, a projeção para 2022 permaneceu em 13,75% em 2022. Para 2023 estagnou para 11%, ficando em 8,00% para 2024. Fechando as projeções da semana, a projeção para a taxa Selic manteve-se em 7,50% para o ano de 2025. PERSPECTIVAS No Brasil, será divulgado o PIB do segundo trimestre e a taxa de desemprego. Com o inverno se aproximando na Europa, as expectativas são de maiores altas da taxa básica de juros, ocasionada pela elevada inflação em resultado da crise energética. Nos EUA, alguns investidores acreditam que os juros subirão 0,50%, enquanto outros acreditam que haverá elevação de 0,75%. O Índice dos gerentes de compras (PMI) do setor de manufatura da China referente a agosto será divulgado. Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político. Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar. Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+) 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 25% em fundos Gestão Duration. No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA-B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 5%. Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e também ao IRF-M1 na totalidade de 15%. Com o COPOM sinalizando que deve continuar com ciclo de alta em menor proporção e posteriormente uma manutenção se a inflação continuar resistente mediante a política de juros, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo irão cair, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados. Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial. Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo. Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão. INVESTIDOR COMUM - SEM PRÓ GESTÃO * Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso. PRÓ GESTÃO NÍVEL 1 * Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso. PRÓ GESTÃO NÍVEL 2 * Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso. PRÓ GESTÃO NÍVEL 3 * Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso. Indicadores Diário - 26/08/2022 Índices de Referência - Julho/2022