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NOSSA VISÃO - 20/09/2022

RETROSPECTIVA

A semana foi de grande impacto para a economia nos EUA com a divulgação da inflação ao consumidor. O resultado ficou acima do esperado pelo mercado, marcando 0,1% enquanto esperava-se -0,1%. Em 12 meses, o resultado acumulado ficou em 8,2%.

O setor de serviços que costuma ter uma inflação em torno de 2%, alcançou uma alta de quase 7% sem sinais de desaceleração. A inflação mais alta turbinou as expectativas de alta de juros nos EUA subiu de 0.75 pp para 1 pp pelo FED.

O S&P 500 chegou a cair 5% na ultima terça-feira, o que acabou revertendo a alta nos dias anteriores, fechando a semana com queda em 4,7%. Na semana o dólar atingiu o maior valor em 20 anos, com alta de 2% em relação ao real. Já o Ibovespa encerrou a semana em queda de -2,7% aos 109 mil pontos.

Após meses sofrendo com os piores dados de atividades econômica, a China superou as expectativas. A produção industrial acelerou um crescimento anual de 4,2% em agosto, sendo que em julho marcava 3,8%, os investimentos em ativos fixaram um aumento de 6,5% onde antes marcavam 3,5%. As vendas no varejo subiram 5,4% após um aumento de 2,7% em julho. O lado negativo das vendas de imóveis contraíra 23% após a queda de 29% em julho. Apesar dos números se mostrarem melhores, os analistas de mercado estão céticos quanto a sustentabilidade da recuperação, considerando a fragilidade do setor imobiliário e provável recessão no ocidente, o que pode afetar as exportações chinesas.

No Reino Unido, a economia estagnou nos três meses até julho e se apresentou levemente abaixo das expectativas do mercado. A taxa de crescimento na região vem desacelerando desde o ano passado, em resposta à alta de custos de produção que atinge empresas e consumidores. Na semana passada, a primeira-ministra informou um congelamento dos preços da energia que custará em torno de 150 bilhões de libras, o que também pode ser anunciada em contramão das políticas de racionamento em outras partes da Europa.

No Brasil o setor de serviços surpreendeu positivamente as expectativas e cresceu 1,1% entre junho e julho e 6,3% na comparação interanual. As vendas no varejo também surpreenderam o mercado, porém do lado negativo, foi registrada contração de 0,7% do índice ampliado e queda de 6,8% na comparação anual.

A Petrobras anunciou a redução de 4,7% do preço do gás nas distribuidoras que deverá ter um pequeno efeito sobre a inflação, de até 0,04% no IPCA.

O IBC-Br, considerado um indicador prévio de desempenho do PIB, subiu 1,2% em julho na comparação com o mês anterior, estando acima do esperado pelo mercado.


RELATÓRIO FOCUS

Para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a projeção diminuiu de 6,40% para 6,00% em 2022. Para 2023, a previsão para o IPCA teve uma queda de 5,17% para 5,01%. Para 2024, as estimativas permanecem na casa dos de 3,50%. Para 2025, as projeções ficaram em 3,00%.

A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) é em 2,65% para 2022 e para 2023, em 0,50%. Para 2024 a projeção teve uma queda que passou de 1,80 para a casa dos 1,70%, e para 2025, ficando na casa dos 2,00%.

Para a taxa de câmbio em 2022, o valor que estava estagnado em R$ 5,13 subiu para R$5,20. Para R$5,05 para R$ 5,10 assim como em 2025 a projeção subiu de R$5,14 para R$5,15.

Para a taxa Selic, a projeção permaneceu a mesma em todas as projeções anuais, em 13,75% em 2022, em 11,25% para 2023, ficando em 8,00% para 2024. Fechando as projeções da semana, a projeção para a taxa Selic manteve-se em 7,50% para o ano de 2025.



EXPECTATIVA

Para essa semana, os bancos centrais dos EUA, Reino Unido, Japão e Brasil se reúnem para ajustar suas taxas de juros.

No caso do FED, o mercado está prevendo uma nova alta de 0,75%, que leva a taxa de juros para 3,0%.

No Brasil, espera-se que a taxa de juros seja mantida em 13,75%, interrompendo um ciclo de altas que começou em março de 2021.

A expectativa é de que a inflação siga em trajetória de queda, de forma que o COPOM possa reduzir os juros no segundo semestre de 2023.

Quanto a nossa recomendação, sugerimos cautela ao assumir posições mais arriscadas no curto prazo, a volatilidade nos mercados deve se manter ainda sem desenhar um horizonte claro, em razão principalmente pelo nosso cenário político.

Porém, os títulos públicos principalmente na parte curta, além de fundos de vértice, muitos RPPS aderiram por conta da recessão e havendo oportunidades a quem quiser ingressar.

Mantivemos a não recomendação de fundos de longuíssimo prazo (IMA-B 5+) 5% em fundos de longo prazo (IMA-B TOTAL E FIDC/ CRÉDITO PRIVADO/ DEBÊNTURE) e 25% em fundos Gestão Duration.

No desempenho de renda fixa, médio prazo além dos índices pôs fixados (IDKA IPCA 2A e IMA-B 5) recomendamos também a entrada gradativa em fundos atrelados ao IRF-M, chegando ao patamar de 5%.

Quanto a exposição em curto prazo, recomendamos fundos atrelados ao CDI e também ao IRF-M1 na totalidade de 15%.

Com o COPOM sinalizando que deve continuar com ciclo de alta em menor proporção e posteriormente uma manutenção se a inflação continuar resistente mediante a política de juros, pode se entender que o mercado está precificando que os índices em médio prazo irão cair, passando parte da nossa estratégia para pré-fixados.

Uma alternativa que vem se mostrando forte nos últimos tempos, e que possui boa expectativa, é a diversificação em fundos de investimento no exterior, recomendamos a exposição de 10% em fundos que não utilizam hedge cambial.

Quanto a fundos de ações atrelados a economia doméstica recomendamos a entrada gradativa de modo que o investidor fique atento a oportunidades da bolsa de valores, construindo um preço médio mais atrativo.

Para aqueles que enxergam uma oportunidade de investir recursos a preços mais baratos, municie-se das informações necessárias para subsidiar a tomada da decisão.


INVESTIDOR COMUM - SEM PRÓ GESTÃO


* Aos clientes que investem em Fundos de Participações e Fundos Imobiliários em percentual superior a 2,5% em cada, reduzir a exposição aos Fundos de Ações na proporção desse excesso.


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Indicadores Diário - 16/09/2022



Índices de Referência - Agosto/2022


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